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SÃO PAULO – A gestora de fundos GS Allocation aponta estratégias e perspectivas de investimento em seu relatório mensal.
A gestora acredita que a crise financeira norte-americana está se atenuando e a volatilidade dos mercados diminuirá o que, somado a importância crescente dos países emergentes, traz uma visão positiva para o Brasil no médio prazo.
“Em suma, amplia-se a perspectiva positiva de médio prazo para o mercado financeiro brasileiro, mas eventos importantes, tanto no front externo como no interno, têm afetado a possibilidade de mudança do patamar de preço como alguns analistas começaram a prever”, pondera a GS Allocation.
Juros e câmbio
Sobre o processo de aperto monetário que o Banco Central pode seguir promovendo ao longo do ano, a equipe de gestores comenta que “o processo de alta de juros se iniciou e ainda é difícil prever o tamanho do ajuste, principalmente com números ruins de inflação sendo divulgados e nenhum sinal de arrefecimento da demanda no horizonte”.
Multimercados
“A classe de fundos multimercados com maior exposição macro apresentou ganhos e tem recuperado terreno frente ao CDI no ano”, avalia o relatório da GS Allocation.
Investment grade
“O anúncio da elevação da classificação de risco do Brasil para grau de investimento foi uma excelente notícia, mesmo considerando que em grande medida esta avaliação já estivesse incorporada aos preços”, avalia a GS Allocation.
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A gestora avalia que, em vista do que ocorreu com outros países que receberam a mesma classificação de risco, o impacto mais direto ocorre na redução nas taxas de juro de longo prazo e na valorização da taxa de câmbio, consequentemente valorizando ações de empresas por conta do menor custo de capital no longo prazo.
Porém o relatório alerta para o fato de que muitas blue chips já eram consideradas investment grade, além de que o preço de commodities também exerce grande influência sobre o preço de muitas ações.
Já para os mercados de câmbio e renda fixa, o efeito do investment grade brasileiro pode demorar a aparecer, pois o déficit acelerado na conta corrente do País, somado ao quadro inflacionário da economia, tem pressionado as taxas de câmbio e juro.