Fintech de 90 anos? A estratégia do Banco BMG para captar clientes além do consignado

Ana Karina Bortoni, CEO, e Flávio Guimarães, VP, participaram de live do InfoMoney e comentaram sobre perspectivas e os processos contra o banco na Justiça

Anderson Figo

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SÃO PAULO — Com 90 anos de história, o Banco BMG (BMGB4) se autodenomina uma “fintech de de 90 anos”, nas palavras da CEO do grupo, Ana Karina Bortoni. Consolidado no empréstimo consignado, a empresa é uma nova entrante no universo dos demais serviços financeiros e enfrenta o desafio de captar novos clientes em um cenário de maior concorrência e digitalização forçada pela pandemia.

“Nós vemos o Open Banking com bons olhos. É uma grande oportunidade para o país. A gente se autodenomina, por causa da nossa conta digital mar aberto, como a fintech de 90 anos. Neste caso, a gente é um novo entrante, então ter concorrência cada vez mais aberta é melhor. E eu vejo uma dinâmica de mercado que foi gerada não só pelo Open Banking, mas também pelo distanciamento social, que é a maior digitalização por parte do cliente”, disse Ana em live do InfoMoney.

A live faz parte do projeto Por Dentro dos Resultados, em que o InfoMoney entrevista CEOs e diretores de importantes companhias de capital aberto, no Brasil ou no exterior. Eles falam sobre o balanço do segundo trimestre de 2021 e sobre perspectivas. Para acompanhar todas as entrevistas da série, se inscreva no canal do InfoMoney no YouTube.

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Para conquistar novos clientes, Ana destacou que o banco adotou uma série de iniciativas, como cashback no débito, o Programa Volta pra Mim, além do Programa Poupa pra Mim, que ensina o cliente a economizar para investir. Ela citou ainda a parceria com os clubes de futebol, que inclui cartões personalizados com brasões dos clubes, e as recentes parcerias com as varejistas.

“Já são 4,6 milhões de contas no banco. Mais da metade desses clientes não são do consignado, são de mar aberto”, destacou a CEO. Flávio Guimarães, vice-presidente do banco e que também participou da live, completou dizendo que em geral os clientes que vêm de parceria com os clubes e varejistas já entram no banco num produto de crédito: “ou seja, é um cliente que eu consigo rentabilizar mais rápido”.

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O VP destacou o lançamento de alguns produtos, como a possibilidade de antecipação do saque aniversário do FGTS na rede Help!, e pontuou também sobre os investimentos feitos em tecnologia e segurança. Em relação ao balanço, o executivo explicou que o lucro ainda é afetado por custos relacionados aos processos que o banco enfrenta na Justiça, relacionados em sua maioria a fraudes no consignado.

“A gente constantemente recebe esse tipo de questionamento. É óbvio que esse foi um custo que teve um movimento de alta nos últimos dois anos. Essa alta incomoda bastante a administração e a administração vem trabalhando para reduzir isso. Infelizmente todas as medidas que eu tomo hoje, vão ter impacto nos próximos dois, três anos. Tem perspectiva de melhora? Temos. É de imediato? Não, é algo de médio prazo”, afirmou.

Ana e Guimarães falaram ainda sobre o crescimento de correspondentes bancários e lojas físicas ao mesmo tempo que a empresa foca no crescimento online, o chamado “figital”. Eles comentaram também sobre aquisições, aumento da Selic, pagamento de dividendos e aumento de custos. Assista à live completa acima, ou clique aqui.

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Anderson Figo

Editor de Minhas Finanças do InfoMoney, cobre temas como consumo, tecnologia, negócios e investimentos.