Programas sociais recebem recursos recordes de loterias, informa CEF

Só em 2005 foram destinados R$ 2,09 bilhões para áreas sociais; expectativa para 2006 é ainda maior: R$ 2,4 bilhões

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SÃO PAULO – Os programas sociais do Governo Federal receberam uma injeção de recursos das loterias da Caixa Econômica Federal (CEF) no ano passado. De acordo com a Caixa, a arrecadação das nove modalidades de loterias foi recorde em 2005: R$ 4,3 bilhões; valor 3,5% superior a 2004.

Como quase metade do que é arrecadado com estas modalidades é destinada a programas sociais do Governo, no ano passado eles receberam R$ 2,093 bilhões, contra R$ 2 bilhões do ano anterior.

Caixa espera outro recorde em 2006

Para este ano, a CEF espera bater outro recorde, arrecadando R$ 5 bilhões e destinando
R$ 2,4 bilhões a ações sociais implementadas pelo Governo Federal.

Segundo o superintendente nacional de Loterias e Jogos da Caixa, Paulo Campos, este valor pode crescer, em função do lançamento de uma nova modalidade de loteria, a Timemania, que deve arrecadar R$ 500 milhões em um ano.

Mas como a implementação desta nova modalidade se resume ainda a um Projeto de Lei, precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados depois da apreciação do Senado.

Mesmo assim, Campos garante que, se comparado a outros países, o Brasil é um dos que mais destina recursos de loterias para este tipo de ação. “Apenas 32% da arrecadação vai para o prêmio. No mundo, a média está entre 40% e 50%”.

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Seguridade Social e Fies recebem mais verba

Este dinheiro acaba sendo repassado pela Caixa para o Ministério do Esporte, Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), clubes de futebol, Fundo Nacional de Cultura, Seguridade Social, Fundo Penitenciário Nacional, Testes Especiais (concursos da Loteca com renda revertida a instituições como APAE, Cruz Vermelha, COB e CPB) e Fundo de Financiamento ao Estudante de Ensino Superior (Fies).

Entre os anos de 2001 e 2005, a CEF repassou R$ 8,6 bilhões. A Seguridade Social, por exemplo, foi o principal receptor da verba, seguido pelo Fies. As informações são da Agência Brasil.