Plano odontológico: quando vale a pena contratar?

Se você precisa de tratamento de longo prazo, os planos odontológicos podem ser uma boa opção; saiba como identificar as vantagens

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SÃO PAULO – Existem poucas coisas menos agradáveis do que ir ao dentista. Não bastasse o sofrimento físico, o impacto no seu orçamento também pode ser suficiente para doer mais do que o tratamento. Os mais prevenidos acabam optando pela contratação de um plano odontológico, na tentativa de reduzir as despesas com o dentista. Mas será que estes planos valem realmente a pena?

Faça as contas

Muitas pessoas costumam freqüentar o dentista a cada seis meses como forma de prevenção. Entretanto, a maior parcela só toma a decisão em último caso. Seja qual for a situação, a visita pode acabar custando mais do que você pensa.

Faça as contas: quanto você gastou no último ano com idas ao dentista? Divida o valor por 12 meses e chegará a um gasto médio mensal. Pode-se dizer que a mensalidade de um plano odontológico gira em torno de R$ 40. Tome este valor como base para saber se vale ou não a pena contratá-lo.

É claro que, quanto maior for o seu cuidado com tratamentos de prevenção, menos irá precisar dos serviços de um profissional, e aí, manter um plano pode não ser a melhor das opções.

Por outro lado, os planos podem ser uma excelente alternativa para famílias com crianças, em que as visitas ao dentista são mais freqüentes e os tratamentos de correção também.

Cuidado com as multas na rescisão de contrato

A maior parte das operadoras oferece contratos com prazo pré-determinado, ou seja, quando o prazo de duração do plano termina, ele não é renovado. Apesar disso as operadoras vão contra esta decisão e embutem multas de valor alto para que o consumidor não suspenda o contrato antes do prazo determinado, mesmo que tenha desistido do tratamento ou simplesmente não esteja contente com os serviços recebidos.

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Esta prática é considerada abusiva perante o CDC (Código de Defesa do Consumidor), visto que o usuário tem pleno direito de desistir de um contrato quando bem entender, podendo sim arcar com algum valor a título de custos operacionais, mas não com multas excessivas.

Também é importante checar a rede credenciada, já que nem sempre o conteúdo do guia é o que realmente está funcionando. Já as coberturas devem ser informadas logo de cara, pois de nada adiantará contratar um plano para uma finalidade e descobrir depois que o tratamento está fora da cobertura do plano. Vale lembrar que qualquer dúvida ou reclamação deve ser dirigida à ANS, órgão responsável pelo setor, ou então para órgãos de defesa ao consumidor, como Procon.

Não deixe de verificar registro junto à ANS

Assim como acontece com os planos de saúde, os planos odontológicos também têm sido alvo de muitas reclamações aos órgãos de defesa do consumidor. A maior parte das reclamações refere-se a operadoras de planos que fecham suas portas sem dar maiores explicações aos associados.

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Neste caso, os dentistas deixam de receber das operadoras e acabam suspendendo o tratamento de seus clientes, que às vezes não podem arcar com os padrões de custos do consultório.

Neste sentido, informe-se sobre a idoneidade das operadoras antes de contratar um plano. Uma maneira de se prevenir é checar junto à ANS se a operadora possui registro de funcionamento. As informações podem ser obtidas pelo telefone 0800 7019656.