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SÃO PAULO – Pesquisa realizada pela Brasmarket Análise e Investigação de Mercado revelou que os consumidores não estão nada satisfeitos no que se refere aos serviços essenciais, como telefonia e energia elétrica, além do preço do combustível, que continua vindo em primeiro lugar no ranking de reclamações com relação aos itens que mais oneram o bolso desses consumidores.
A pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 16 de abril, com 6.533 consumidores acima de 16 anos, residentes em todas as regiões da cidade de São Paulo. A Brasmarket informou ainda que a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95,5%.
Preço e qualidade do combustível caem no conceito da maioria
Como era de se esperar, o preço do combustível recebeu os piores conceitos dos consumidores entrevistados, de forma que a maioria não só criticou os preços praticados no mercado, como a qualidade dos produtos vendidos, como a gasolina, o álcool e o diesel.
Dessa forma, 55,5% classificaram os combustíveis como péssimos; 27,3% como ruins; 8,4% acreditam que tanto o preço como a qualidade são regulares; 3,1% classificaram como bons; e por fim, 2,5% como ótimos. Cerca de 3,2% não deram suas opiniões sobre a questão dos combustíveis.
Telefonia e energia elétrica
No que se refere aos serviços, preços e qualidade do atendimento das operadoras de telefonia fixa e móvel, 30,3% consideraram o conjunto como péssimo, enquanto o restante classificou esses itens como ruins (28,2%), regulares (26,1%), bons (9,3%) e ótimos (1,8%). A empresa ressaltou que 4,3% dos entrevistados não opinaram sobre essa questão.
O abastecimento e o preço no setor de energia elétrica também deixaram a desejar e foram mencionados pelos consumidores. No ranking de reclamações 39,9% dos pesquisados classificaram o conjunto como péssimo; 26,2% como ruins; 22% disseram que os preços e serviços são regulares; enquanto 8,8% acreditam ser bons e 2,1% disseram ser ótimos. Nesse caso, apenas 1% não opinou sobre o assunto.
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Mulheres acima de 16 anos foram maioria na pesquisa
Dentre os consumidores entrevistados, a maioria respondia por mulheres (50,4%), enquanto os homens responderam por uma parcela um pouco menos dos entrevistados (49,6%), porém mantendo um certo equilíbrio na pesquisa.
Já em relação à renda familiar dos entrevistados, a maioria possuía renda de até três salários mínimos (57,1%), enquanto o restante ficava dividido entre uma renda entre três e dez salários (31,9%); dez e vinte (9%) e acima de vinte salários (2%).
Com relação ao grau de escolaridade dos entrevistados, 43,2% disseram ter o primeiro grau completo ou incompleto, ao passo que 38,2% chegaram a concluir o segundo grau ou acabaram abandonando antes da conclusão do curso. Já os que disseram ter concluído ou pelo cursado um curso de nível superior respondem por 6,7% dos entrevistados. Por fim, 11,9% têm menos de um ano de estudo ou não têm instrução alguma.