Construção: consumidor também ganha com Supersimples

Com Lei das MPEs, empresas se formalizam e concorrência aumenta, o que diminui preços na construção civil

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SÃO PAULO – Com a aprovação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, o Congresso colocou o segmento da Construção Civil como beneficiário do projeto. No entanto, os mais privilegiados serão os consumidores finais que planejam a reforma ou compra de uma casa a partir do ano que vem.

Segundo o diretor de economia do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) e engenheiro civil, Eduardo Zaidan, haverá vantagens claras para o consumidor porque os preços irão diminuir.

“Não é que a construtora vai entrar no Supersimples, mas as empresas que vão prestar serviços (eletricistas, pintura, instalação de azulejos) vão formalizar. É uma medida positiva para o setor que se formalizem as empresas e diminuam as alíquotas porque melhora a qualidade do serviço e há redução dos preços”.

Formalidade

De acordo com o engenheiro, as construtoras poderão contratar empresas formalizadas e, quando prestado um serviço desta maneira, a qualidade melhora, já que ele é fiscalizado. “O trabalhador é treinado e produz mais”.

Além disso, ele declarou que, com a concorrência, as empresas tendem a diminuir o preço dos serviços, o que beneficia diretamente o consumidor.

Quanto ao prazo para que essa diminuição aconteça, o especialista disse que demorará, já que o Supersimples não entrará logo em vigor. “Há um período de adaptação de registros pelas empresas”.