Material escolar: diferença de preços pode chegar a 233%, revela Procon-SP

Os consumidores que não pesquisarem bem antes de comprar poderão pagar mais caro pelos itens, dependendo do lugar

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SÃO PAULO – Além dos gastos com IPVA, IPTU e matrículas, o mês de janeiro reserva outra despesa extra: o material escolar. E para não estourar o orçamento, é indispensável gastar a sola do sapato em busca de preços que realmente compensem.

Dependendo da loja escolhida para fazer as compras, é possível encontrar uma diferença de até 233,33% em um mesmo produto no estado em São Paulo, de acordo com a Fundação Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo.

A Fundação, que entre 02 e 05 de janeiro percorreu 10 estabelecimentos comerciais das cinco regiões da cidade de São Paulo, pesquisou o preço de 185 itens. A diferença de 233,33%, por exemplo, se refere ao conjunto de 12 cores da caneta hidrográfica da Cis, que variou de R$ 1,65 (Magno’s, na Zona Norte) a R$ 5,50 (Agipel, na Região Oeste).

Cadernos e lápis

Entre os cadernos de capa dura com 96 folhas, a maior disparidade (172,41%) ocorreu com o da Linha Jump, da Foroni. Enquanto o produto foi encontrado por R$ 2,90 no Magno’s da Zona Norte, no Pontocom, da Região Oeste, ele era visto por R$ 7,90.

Dentre os cadernos de brochura, a maior diferença verificada foi de 96%, na unidade de capa flexível da Caderbrás, com 96 folhas. O mesmo produto custava R$ 2,50 no Estrela Magazine da Zona Leste e R$ 4,90 na Agipel da Região Oeste.

Considerando o lápis de cor, o Procon-SP aponta uma disparidade nos preços de 75,88%, uma vez que a caixa com 12 cores da marca Cis pode ser encontrada por R$ 1,99 no Estrela Magazine e no Ibituruna da Zona Leste e por R$ 3,50 na Agipel da Zona Oeste.

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Melhores preços estão na Zona Norte

Do total de itens comparados, os estabelecimentos Japuíba (55 dos 60 itens comparados) e Magno’s (78 dos 102 itens comparados), localizados na região Norte da cidade, apresentaram o maior número de produtos com menor preço.

O Procon também alerta para o fato de que qualquer economia é bem-vinda e que muitos itens do material escolar podem ser reaproveitados de um ano para o outro. Outra dica é trocar livros didáticos entre alunos que cursam séries diferentes. A compra em conjunto também permite a negociação de bons descontos.