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SÃO PAULO – Os hábitos dos consumidores está mudando em relação à compra do material escolar de seus filhos. Historicamente concentrada nos dias que antecediam o Carnaval, a venda desses produtos está, agora, diluída entre dezembro e março, por causa do equilíbrio do orçamento familiar, que possibilita mais planejamento.
Pelo menos é isso o que afirmam comerciantes do setor. “Para o comércio é bom, especialmente porque dezembro é um período de vendas fracas para o ramo das papelarias”, afirmou o proprietário da Farah’s Papelaria, Luiz Carlos Farah.
Aumento nas vendas
Além disso, com base na demanda observada desde o Natal, alguns comerciantes da capital paulista estimam crescimento de 10% no volume de vendas, em relação ao período de volta às aulas 2005/06 – de dezembro a fevereiro.
Existem 25 mil papelarias no Brasil e só a venda de material escolar, o que não inclui produtos de informática, movimenta R$ 4,5 bilhões ao ano.
Na Brasil Escolar, associação com cerca de 600 papelarias, também há expectativa de vendas mais intensas até o Carnaval. “Não há uma euforia de compra, mas há um movimento constante”, comentou o porta-voz da entidade, Said Tayar, ao Diário do Comércio.