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SÃO PAULO – O reajuste anual dos planos de saúde individuais, que deverá ser anunciado nos próximos dias, deve acompanhar a inflação (que está em torno de 3%), defende a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste).
Vale lembrar que o índice autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) passará a vigorar a partir de maio, para os contratos assinados de janeiro de 1999 em diante.
Reajuste superior a 8,89% é inaceitável
De acordo com a Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), o aumento aplicado deve ser o mesmo dos planos coletivos, de 9%. No entanto, a Pro Teste considera inaceitável um índice superior ao do ano passado (8,89%).
Segundo a entidade, o próprio governo definiu 3,3% de aumento para os aposentados e pensionistas que ganham mais que um salário mínimo.
“Esse é um setor que não pode ser puramente mercantilista, não se pode pensar somente na lucratividade do setor, em detrimento do livre exercício da medicina e dos direitos fundamentais do paciente e do consumidor”, alerta Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Pro Teste.
Comprometimento da renda
Conforme defende a Associação, é preciso que a ANS leve em conta que o custo do plano de saúde já representa quase 10% do orçamento familiar, de acordo com dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
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“Os 5,71 milhões de usuários afetados pelo aumento não têm reajustes salariais nesses patamares e, de outro lado, os médicos, hospitais e laboratórios também não recebem por seus serviços valores nesse grau de atualização”, aponta a Pro Teste.
E a faixa etária mais avançada (idosos) é a que mais compromete o orçamento com as mensalidades elevadas cobradas pelos planos, justamente numa etapa da vida em que sofrem com o achatamento da renda e, em que mais precisam garantir a assistência à saúde.