Gasolina pode ganhar mais álcool em sua composição; preços devem cair

Expectativa é do Sincopetro. Idéia é que 25%do derivado de petróleo seja composto pelo combustível da cana

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SÃO PAULO – Passado o período mais crítico para os motoristas que abastecem com álcool, a entressafra da cana-de-açúcar (entre dezembro e maio), o combustível volta a ser tema de debate entre governo e usineiros. A União das Indústrias de Cana-de-açúcar (Unica) confirmou nesta sexta-feira (24) que existe a possibilidade do produto que é adicionado à gasolina, o anidro, passar de representatividade de 23% para 25% do total.

E isso, de acordo com um dos diretores do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), Hélio Pirani Fiorin, pode fazer com que a gasolina passe a pesar menos no bolso do consumidor. “Mas isso não deve ser muito representativo, algo em torno de 1,3% do cobrado atualmente”, explicou. Por litro, seria uma barateamento na ordem de dois centavos.

Oscilação

Como o álcool é mais barato do que o derivado de petróleo, o aumento de sua participação acaba por fazer com que o preço final do combustível fique menor.

“Mas somos contra esse tipo de coisa. O valor do álcool oscila, em um ano, entre 30, 40% por causa da entressafra. Com representatividade maior na gasolina, em dezembro o preço da gasolina pode disparar de novo”, justificou.

E o álcool?

Conforme Fiorin, o preço do álcool não deve subir. Mesmo havendo menos disponibilidade do produto ao mercado interno, por conta da nova adição da gasolina, a expectativa é que muita cana-de-açúcar seja transformada em combustível neste ano.

“O Brasil quer vender a tecnologia para o resto do mundo. Mas não vão abrir mercado consumidor antes que se tenha a oferta necessária. Por isso, com maior produção, a tendência é que o produto fique mesmo mais barato”, contou.

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Segundo último levantamento da Agência Nacional de Petróleo e Gás, em 19 de maio, o litro do derivado de cana custava, na média nacional, R$ 1,680. Já o da gasolina saía, no mesmo período e na mesma análise, por R$ 2,533.