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SÃO PAULO – Além de avaliar se sua conta-corrente terá fundos, o consumidor precisa pensar em outro detalhe antes de assinar o cheque: o talão está desbloqueado ou não? Não é muito difícil receber as folhas pelos correios e esquecer de entrar em contato com o banco, seja por telefone ou pela internet, para informar que o pacote foi entregue com segurança e que pode ser utilizado.
O que ocorre é que, quando não libera o uso das folhas, os cheques assinados voltam assim que a pessoa que os recebeu os deposita. E, além da dor de cabeça para resolver o problema, resulta em tarifas bancárias e, até mesmo, na colocação do nome do correntista em cadastro de inadimplentes.
Motivo
Conforme Renata Reis, técnica da Fundação Procon de São Paulo, a pessoa que passou uma folha bloqueada pode ser protestada. “O cartório não vai avaliar o motivo da devolução do cheque, mas apenas que a ordem de pagamento não foi compensada, como combinado”, explicou.
Diante disso, quem passou o cheque “voador” terá de explicar seu motivo na hora da defesa. “O mais adequado, nessa situação, é assim que for verificado que houve uma devolução por falta de desbloqueio, entrar em contato com o comércio que recebeu o cheque e tentar um acordo”, adicionou Renata.
Dicas
Dessa maneira, ficam algumas dicas para o consumidor:
- Assim que receber o talão em casa, confira se a numeração das folhas está correta;
- Em caso positivo, efetue o desbloqueio pela internet ou telefone antes de sair de casa com o meio de pagamento. Assim, evitam-se riscos;
- Cruze o cheque sempre que possível. Assim, quem recebê-lo só conseguirá o dinheiro se depositá-lo em conta – o que garante maior proteção a quem emitiu, em caso de problemas;
- Tenha anotado, em casa, o número do talão que você leva em sua carteira. Em caso de roubo ou furto, ficará mais fácil sustar somente as folhas perdidas.