Novamente, preço do leite longa vida sobe; alta acumulada é de 12,41%

Informação é do IPC-S. Segundo IBGE, são verificadas altas também nos preços do creme de leite, queijo e leite em pó

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SÃO PAULO – Novamente, o consumidor brasileiro pagou mais para comprar uma caixa de leite longa vida. O Índice de Preços ao Consumidor-Semanal (IPC-S), divulgado nesta segunda-feira (25) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostrou que a alta de preço acumulada nas quatro semanas encerradas no dia 22 deste mês era de 12,41% – contra 11,72% no período encerrado em 15 de junho.

De acordo com a Associação Brasileira do Leite Longa Vida (ABLV), de dezembro até agora, o produto está cerca de 30% mais caro, pressionado pelo período de entressafra: com menos chuva, cresce menos pasto, o gado se alimenta menos e, portanto, produz menos.

Demanda

Além disso, a demanda pelo produto no mercado externo aumentou. Ano passado foram vendidos 528 milhões de litros. Neste ano, estima-se que esse total chegue a 800 milhões. O preço cobrado por tonelada dobrou: antes era de US$ 2,3 mil e agora está em US$ 5 mil, informou a ABLV.

A entidade prevê que a caixa de leite longa vida chegue, em breve, a R$ 2. Na média, cobra-se atualmente R$ 1,70 nos comércios da capital paulista.

Na prévia e no bolso

A prévia da inflação oficial de junho, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) reforçou, na semana passada, essa alta nos valores cobrados pelos laticínios. Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o litro do leite pasteurizado ficou 7,85% mais caro na comparação com maio.

Seus derivados também tiveram alta de preço: queijos (2,13%), leite em pó (1,98%) e creme de leite (1,95%).

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O período de coleta para o cálculo desse indicador situa-se entre, aproximadamente, o dia 15 do mês anterior e 15 do mês de referência. Já o IPCA avalia a variação de preços do mês fechado.