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SÃO PAULO – Optar pelo financiamento de um imóvel pela própria construtora sai mais caro do que fazê-lo em um banco. A constatação é de José Dutra Vieira Sobrinho, especialista em matemática financeira.
“Não só os juros das instituições financeiras são menores, mas a expectativa é que nos próximos anos seu indexador seja a metade do que o utilizado pelas incorporadoras”, explicou.
Entenda
Conforme Vieira, enquanto bancos utilizam a Taxa Referencial (TR), que tem uma variação média anual de 2%, como atualizador monetário, as construtoras aderem ao Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), que, nos últimos 12 meses, está acumulado em 4,4%.
Quanto aos juros, o máximo que as instituições financeiras aplicam é 12% ao ano em parcelas variáveis, ao passo que incorporadoras cobram 1% ao mês – o que, em um ano, sai 12,68%.
No bolso
Para esclarecer melhor o peso dessas diferenças no bolso, Vieira utilizou como exemplo uma casa ou apartamento no valor de R$ 100 mil financiados em dez anos, ou 120 meses.
Caso opte pela incorporadora para fazer o negócio, a primeira parcela será em torno de R$ 1.435, enquanto que a última valerá R$ 2.124. Com o contrato firmado com um banco, esses valores serão menores, de R$ 1.399 e R$ 1.706, nessa ordem.
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“Àqueles que ainda estiverem decidindo como fazer, o melhor é recorrer ao banco. Parece pouco, mas no final das contas, a diferença é grande”, explicou.
Fixas
O especialista lembrou ainda que, por conta da concorrência do mercado, muitas instituições ainda lançam financiamentos com parcelas fixas (sem a variação da TR), ou com taxas de juros menores.
“Quem estiver procurando esse tipo de crédito, deve pesquisar”, finalizou.