Publicidade
SÃO PAULO – Viver apenas de carne, leite, feijão, arroz, farinha de trigo, batata, tomate, pão, café, banana, açúcar, óleo e manteiga, classificados pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) como ração básica, compromete 5,38% de todo o orçamento familiar.
Os dados, compilados pela InfoMoney, levam em consideração os pesos desses itens, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Dentro do universo desses 13 produtos, a maioria apresenta queda de preço acumulada no ano.
Mais baratos
“Legumes, frutas e outros itens de hortifrutis têm, normalmente, volatilidade intensa em diversas épocas do ano, por conta do clima e do período de colheita”, explicou o coordenador do IPC-S, André Braz.
O maior barateamento acumulado entre janeiro e 22 de junho é o da banana-prata, que está 11,18% mais em conta. O açúcar refinado, com -10,05%, também merece destaque.
Veja, na tabela abaixo, a lista dos alimentos da ração básica que estão pesando menos no bolso do consumidor:
| Mais baratos | |
| Item | Variação |
| Banana-prata | -11,18% |
| Açúcar refinado | -10,05% |
| Arroz branco | -4,90% |
| Tomate | -2,63% |
| Óleo de soja | -1,05% |
| Carne moída | -1,02% |
| Pão francês | -0,07% |
Fonte: IPC-S/FGV
Continua depois da publicidade
Mais caros
Na outra ponta, os que apresentam maior encarecimento são batata inglesa, de 70,18%, café em pó,de 14,92%, de janeiro a 22 de junho, e o leite longa vida, de 26,56%.
“O período de entressafra das pastagens fez com que fosse produzido menos leite no começo de ano, em um nível incomum, mesmo para a época”, adicionou Braz. Veja:
| Mais caros | |
| Item | Variação |
| Batata-inglesa | 70,18% |
| Leite longa vida | 26,56% |
| Café em pó | 14,92% |
| Manteiga | 4,71% |
| Feijão carioquinha | 4,10% |
Fonte: IPC-S/FGV
Continua depois da publicidade
Ração básica x salário mínimo
Levando em consideração que o salário mínimo atual é de R$ 380, uma família que depende desse ganho despende R$ 18,83 mensais apenas para ter acesso a esses produtos básicos.
Vale lembrar que, de qualquer forma, a cesta básica calculada pelo Dieese para a cidade de São Paulo vale R$ 184,93, o que abocanha mais da metade do salário mínimo.