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SÃO PAULO – Para ter maior abrangência dentro das classes C, D e E, o serviço de TV paga deveria ser barateado em mais da metade do preço médio atual: de R$ 50 mensais, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), para algo em torno de R$ 20 a mês. Pelo menos é isso o que entende a Teleco, ao comentar, ainda, que tanto o fornecimento quanto a cobrança deveriam ser mais flexíveis.
“O uso do celular pré-pago foi ampliado porque a pessoa só fala quando pode, quando tem dinheiro. Então, para atingir as classes menos favorecidas, a rede fechada de televisão deveria ter um modelo parecido. A pessoa não teria aquela obrigação mensal a cumprir”, explicou o presidente da entidade, Eduardo Tude.
Representatividade
Para se ter uma idéia, são 442 municípios atendidos pelo serviço de televisão por assinatura espalhados pelo País. Quando o assunto é celular, o aparelho está presente em 3.280 localidades. Em proporção sobre o total de cidades existentes em solo brasileiro, a representatividade é de 7,9% e 59%, nessa ordem.
“Se a pessoa tiver um pouco de dinheiro sobrando e precisar escolher entre um celular e um contrato de televisão, a opção, com certeza, será pelo telefone”, adicionou o especialista. “Mas o que vemos nas próprias operadoras de rede fechada de televisão é o foco nas classes A e B”, detalhou.
Outros itens
A telefonia fixa, por sua vez, atinge todos os municípios brasileiros. De acordo com a Teleco, até junho deste ano o preço médio da assinatura era de R$ 38,2 e das chamadas fixo-fixo no plano básico de R$ 0,10 o minuto.
Já a conexão de internet por meio da banda larga está presente em 37% das cidades brasileiras.