Natal: presente será “lembrancinha”; pagamento à vista pode virar dívida

Na avaliação da Fecomercio-SP, proporção do gasto vai variar conforme a renda dos compradores

Equipe InfoMoney

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SÃO PAULO – O presente de Natal do brasileiro deve ser de “lembrancinhas”. A expectativa é da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), levando em consideração que a idéia de gastar pouco para a comemoração da data é algo verificado a um certo tempo.

Conforme Fabio Pina, assessor econômico da entidade, o “Natal foi e sempre será período de lembrancinhas”. O motivo é a renda do brasileiro. “O crescimento da renda per capita é de 1% ao ano há um bom tempo. Com isso, não tem como aumentar o valor gasto com o presente, de um ano para o outro”, explicou.

Variação de preço

Pina prefere não precisar de quanto será a média de preço desses artigos, porque, diante da distribuição de renda, varia conforme a pessoa.

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“Para alguns, R$ 100 é uma lembrancinha, enquanto que, para outros, é um presente mais caro”, exemplificou, detalhando que a idéia do baixo preço do presente será diretamente ligada à renda da pessoa. “Mas eu garanto que os presentes não serão automóveis”, resumiu.

Comprometimento

Pesquisa feita pela Fecomercio mostrou que, em agosto, na comparação com julho, tanto o endividamento quanto a inadimplência do paulistano aumentaram. No primeiro caso, passou de 57% para 59% o total de pessoas com algum débito para pagar, enquanto que o total de devedores que não pagaram as contas no vencimento somavam 44%.

Esse fenômeno, avaliou Pina, não terá efeito direto no comportamento de compra para o Natal. “Na média, os consumidores estão com um terço da renda comprometida para o pagamento das dívidas. Essa é uma proporção considerada normal, então não há preocupação com os gastos de final de ano”, adicionou.

Comportamento

Normalmente, explicou, o consumidor vai às compras para datas comemorativas com a intenção de gastar um tanto, pagando à vista. “Para o Natal, 70% querem pagar na hora e 30% a prazo, na maioria das vezes. No final, essa proporção se inverte”, explicou, afirmando que o motivo – além da persuasão dos vendedores, é a liberação do décimo terceiro.

“A pessoa chega ao comércio, acaba gastando mais do que tem então precisa se endividar. É como se fosse ao supermercado com uma lista: os itens mencionados são meramente indicativos e acabam se multiplicando na hora da compra”, exemplificou.