Publicidade
SÃO PAULO – Aproximadamente 5% das famílias pertencentes à classe E matriculam seus filhos em escolas privadas, chegando a comprometer cerca de 9% da sua renda com as mensalidades, na tentativa de fugir do ensino de pouca qualidade oferecido pela rede pública. A constatação é de pesquisa feita pelo Ibmec São Paulo, em parceria com a Fundação Lemann e o Instituto Futuro Brasil.
De acordo com o estudo, enquanto que a faixa de renda A desembolsa uma média de R$ 6 mil anuais para arcar com ensino, esse total não ultrapassa R$ 1 mil aos mais pobres. Por outro lado, na maior faixa de renda o peso é bem menor no orçamento: 3%.
Proporção de famílias
Pouco mais de 80% das famílias de classe A possuem em sua planilha investimentos em educação. À medida que o ganho mensal diminui, essa proporção também cai: B (50%), C (20%), D (10%) e E (5%).
Quando são analisadas classes sociais e grau de escolaridade, é possível ver que grande parte destas famílias prefere manter seus filhos em escolas públicas até o ensino médio, quando então os matriculam em faculdades privadas.
“Essa perspectiva aponta para uma tentativa em se compensar as deficiências adquiridas durante o ensino básico”, foi informado na apresentação do levantamento.
| Proporção de famílias que gastam com educação | ||||
| Classe social | Primário | Ensino fundamental | Ensino médio | Ensino superior |
| E | 4,50% | 2,44% | 2,86% | 4,84% |
| D | 9,38% | 6,86% | 6,74% | 10,52% |
| C | 23,93% | 17,02% | 15,29% | 21,65% |
| B | 50,05% | 43,51% | 39,51% | 45,45% |
| A | 75,48% | 73,78% | 70,27% | 71,88% |
Fonte: Ibmec/ Pesquisa de Orçamento Familiar (IBGE)