Brasil é terceiro país com maior carga tributária sobre alimentos, com 23,48%

Pesquisa feita pelo IBPT com 13 países colocou no topo da lista Suécia (27,14%) e Argentina (23,88%)

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SÃO PAULO – O Brasil é terceiro país em um ranking de 13 pesquisados pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) no que diz respeito a carga tributária de alimentos. A lista é encabeçada pela Suécia, com 27,14%, seguida pela Argentina, com 23,88%. No País a proporção é de 23,48%.

Conforme o IBPT, as percentagens foram definidas sobre o valor agregado, custos, despesas e lucros. Ao analisar o peso somente sobre o valor agregado, os três primeiros colocados são Brasil (18,31%), Argentina (17,44%) e México (17,11%).

Por país

O país com menor peso do Fisco no que diz respeito a carga tributária geral sobre alimentos é a Colômbia, com 10,17%. Também na América do Sul, Venezuela está entre os últimos no ranking, com 10,38%. Veja, na tabela abaixo, as informações completas:

Carga tributária
País Geral Somente sobre
valor agregado
Suécia 27,14% 16,25%
Argentina 23,88% 17,44%
Brasil 23,48% 18,31%
França 22,43% 14,88%
Alemanha 20,13% 12,81%
Itália 16,48% 11,31%
Japão 16,23% 12%
Portugal 15,39% 10,81%
Inglaterra 15,06% 10,25%
Espanha 14,35% 10%
Estados Unidos 14,20% 9,75%
Venezuela 10,38% 8,12%
Colômbia 10,17% 7,91%

Fonte: IBPT

O que pesa mais

No que diz respeito apenas a comercializações brasileiras, quando compram bebidas não alcoólicas, biscoitos, extrato de tomate e derivados do leite, consumidores são mais prejudicados. Esses produtos possuem a maior incidência de carga tributária geral, ultrapassando a média. Veja:

Carga tributária
Produtos Peso
Bebidas não-alcóolicas 45,11%
Biscoitos 38,5%
Derivados do leite 33,61%
Extrato de tomate e enlatados 27,25%

Fonte: IBPT

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Arroz e feijão são os produtos com menor “mordida do leão”: 15,51%. Na casa dos 17% estão batata, cebola, farinha de trigo e tomate. Frango, carne, frutas e verduras ficam em torno de 18%, enquanto que, no caso de macarrão e pão francês, a proporção sobe para a casa dos 19%. Óleo de soja fica com 21,65%.