Converter carro para rodar com GNV é uma temeridade, afirma Dilma

Em 2007 foram registradas 187 mil conversões, o que mostra um recuo de 30% sobre as quase 273 mil registradas em 2006

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SÃO PAULO – Converter carros para que possam ser abastecidos com GNV (gás natural veicular) é uma “temeridade”. A declaração foi feita na última terça-feira (22) pela ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, durante apresentação do balanço de um ano do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

A ministra classificou de “uso menos nobre” a utilização do combustível em veículos de passeio. “Existem duas alternativas [para abastecimento], o álcool e a gasolina”, acrescentou, lembrando que o gás é necessário para ser utilizado como combustível, em havendo necessidade de ativação das usinas termelétricas para geração de energia.

Queda nas conversões

No ano passado, conforme o IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo), foram registradas 187 mil conversões, o que mostra um recuo de 30% sobre as quase 273 mil registradas em 2006. A frota atual de veículos movidos a GNV soma 1,5 milhão de unidades.

Ainda, entre as semanas encerradas em 12 e 19 de janeiro, segundo a ANP (Agência Nacional de Petróleo), o preço médio do metro cúbico do GNV passou de R$ 1,412 para R$ 1,437 em nível nacional, o que representa avanço de 1,77%.

De acordo com Dilma, o uso do gás como combustível alternativo seria indicado especialmente para o transporte urbano de massa. “Quando falamos em eficiência energética, temos que olhar o uso eficiente de um determinado combustível”, salientou a ministra à Agência Brasil.

Redução de volume

Para se ter uma idéia, no dia 31 de outubro, a Petrobras reduziu em 17% o volume do gás natural fornecido a duas distribuidoras do Rio de Janeiro e uma de São Paulo – cidades que formam o maior mercado consumidor brasileiro.

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A situação no estado fluminense foi normalizada no mesmo dia, após a Justiça obrigar o fornecimento por meio de liminar. Antes disso, contudo, postos de combustível ficaram por horas sem receber o produto. Especificamente em São Paulo, a distribuidora Comgás (Companhia de Gás de São Paulo) “manteve entendimentos com a Petrobras, primando pelo espírito de parceria e cooperação com seu principal fornecedor, mas sempre buscando preservar os interesses de seus clientes, investidores e fornecedores”.

A petrolífera teve de diminuir o fornecimento de gás às empresas para direcioná-lo a termelétricas: por conta da estiagem, a geração de eletricidade das hidrelétricas ficou comprometida, sendo necessário apelar à produção de energia feita pelas usinas de óleo diesel.