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SÃO PAULO – Moradores de condomínios de São Paulo poderão ter reajuste médio de 4,5% este ano, de acordo com estimativas realizadas pelo diretor da administradora Prop Starter, Abdon Gabriel de Souza Filho. “2008 será reflexo de 2007”. Por isso, no cálculo do reajuste, ele levou em consideração dados do ano passado.
Sobre a folha de salários, ele usou a alta de 6%, por conta de dissídio coletivo. O consumo de água foi reajustado em 4,12%. “No caso de energia, houve um deflator de 12,66%”. Os contratos de prestação de serviço, por sua vez, foram alterados pelo IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), de 7,75%. “Neste último caso, dá para o condomínio negociar com o prestador de serviço”.
Particularidades
Ainda segundo Souza Filho, em alguns grupos significativos de condomínios, este reajuste não será tão forte, pois a maior parte deles está com um saldo de caixa bastante positivo. Para os condomínios que estão com déficit, ele indica que o reajuste será maior. “Porque, além da recuperação de caixa para equilibrar as despesas com a arrecadação, ele terá o reajuste no condomínio”, afirmou.
Para reverter esse cenário, ele disse que o administrador precisa cobrar os devedores, negociar contratos com prestadores de serviço e trabalhar para minimizar o consumo de água e de energia elétrica. “E tudo isso é possível, pois existe equipamento, tecnologia para isso, e tem que haver disposição para trabalhar com este propósito”.
Peso no orçamento
O diretor ainda disse que, apesar das particularidades, o peso de cada despesa no orçamento é quase o mesmo para os condomínios. Segundo levantamento da Aabic (Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo), as despesas com pessoal respondem por 33,44% do total em um condomínio.
Em seguida, vêm os encargos trabalhistas, com 15,74%, e os benefícios, com 1,97%, o que mostra que os gastos com funcionários são a maioria em um prédio.
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As despesas com água representam 12,40% dos gastos dos edifícios; as com luz, 6,38%; as com manutenção, 7,34%; as com material de construção, 1,28%; as com administração, 9,38%; as gerais, 3,84%; e as eventuais, 8,22%.