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SÃO PAULO – Se, para proteger o meio ambiente e o próprio bolso, os consumidores têm revisto seus hábitos, eles não devem esquecer de analisar o tratamento que têm dado ao melhor amigo do homem: o cachorro. Em alguns casos, esse tipo de relação pode estar sendo a vilã para o seu orçamento. Existem pet shops que oferecem até padaria e fábrica de chocolates para os cães. Será que eles precisam de tudo isso para viver com conforto?
É certo que eles necessitam de tratamento especial, porque estão em contato direto com os homens e podem transmitir doenças. Por isso, quanto aos serviços de higiene e saúde oferecidos pelos pet shops, não há o que reclamar: eles são realmente necessários. Para oferecer esse tipo de tratamento ao seu cão, o dono já chega a gastar cerca de R$ 600 anuais, somente em banhos de uma raça de pequeno porte. A conta é simples: R$ 25 em média por banho, multiplicado por 24 idas ao pet shop.
Necessário x luxo
Esses R$ 600 ainda podem ser acrescidos dos custos das vacinas que os animais devem tomar. No primeiro ano de vida, por exemplo, os gastos com seu pet podem chegar a R$ 400 com vacinação. Junto com os banhos, já foram R$ 1 mil. Agora, imagine ainda os gastos com roupinhas que remetem às datas comemorativas, como o Natal ou o Ano Novo? O valor sobe consideravelmente e a despesa com o membro da família também.
Se seu orçamento está preparado, o meio ambiente não está. Todos esses produtos, como brinquedos e roupinhas, exigem água, energia e matéria-prima para serem fabricados, recursos que são limitados e custam dinheiro para serem obtidos. Por mais que eles fiquem bonitinhos, pode ser que o cachorro sequer se adapte à roupa e ignore o presente que deu. Neste caso, você só desperdiçou dinheiro e recursos da natureza.
Carinho, saúde, atenção
De acordo com o presidente da ARCA Brasil, ONG dedicada aos direitos dos animais, Marco Ciampi, para que o cachorro tenha uma vida feliz, basta dar carinho, garantir vacinas e visitas ao veterinário, ter um abrigo limpo, com água e comida suficientes, e dar liberdade. “É fundamental ainda consultar a família, para que o bicho seja recebido como um membro da família e, em casa, educá-lo para o convívio social”, afirmou ao Instituto Akatu.
A ex-proprietária de um pet shop, Ana Corina, disse que não consome quase nada nesse tipo de loja. “Compro rações, toso meus cães, compro remédios necessários”, afirmou. Ela ainda disse para o consumidor ficar atento a perfumes e acessórios que são tentadores, mas não contribuem em nada para a qualidade de vida dos cães.
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Escolha o veterinário
Para garantir a saúde dos cachorros, e não prejudicar seu orçamento com um pet shop fraudulento, o consumidor deve procurar uma loja estabelecida, com empresa registrada, que tenha um veterinário sempre presente e esteja inscrita no Conselho de Medicina Veterinária.
“Muitos pet shops funcionam no fundo de quintal, cobram um valor muito mais abaixo, mas não pagam impostos, não têm cuidados com a higiene no manuseio de rações nem têm um médico veterinário para orientar o consumidor”, disse o Dr. Marcos Galindo, do departamento de Relações Institucionais do Sindicato de Lojistas de São Paulo.