Mesmo com recuo, cesta básica paulistana continua a mais cara de 16 capitais

O conjunto de produtos ficou valendo R$ 226,20 em fevereiro. Na segunda colocação está Porto Alegre, com R$ 214,65

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SÃO PAULO – A cesta básica paulistana pesou 1,26% a menos no bolso dos consumidores no segundo mês do ano, somando R$ 226,20. O valor fechado para o conjunto de produtos comprados na cidade foi o mais caro dentre todos os 16 municípios analisados no período, pelo quarto mês consecutivo.

De acordo com os dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgados nesta segunda-feira (3) pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócioeconômicos), na segunda colocação entre as cestas com maior valor está Porto Alegre, com R$ 214,65.

Comprometimento da renda

O custo médio da cesta básica tomou 64,70% do salário mínimo líquido do trabalhador, já deduzida a quantia recolhida à Previdência Social.

De acordo com o Dieese, o paulistano remunerado pelo salário mínimo teve de cumprir uma jornada de 130 horas e 57 minutos para adquirir todos os produtos essenciais.

Altas

Dentre os 13 itens pesquisados em São Paulo, apenas cinco tiveram redução em fevereiro: tomate (-15%), batata (-5,46%), carne bovina de primeira (-2,36%), banana nanica (-1,29%) e café em pó (-1,20%).

Leite in natura tipo C e açúcar refinado registraram estabilidade em seus preços. Os outros seis itens subiram: óleo de soja (7,33%), feijão carioquinha (5,83%), arroz agulhinha tipo 1 (3,95%), manteiga (3,38%), farinha de trigo (1,72%) e pão francês (0,19%).