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SÃO PAULO – De acordo com o secretário-executivo da Conferência das Partes da Convenção-Quadro para Controle do Uso do Tabaco, vinculada à OMS (Organização Mundial de Saúde), Haik Nikogosian, os governos devem adotar políticas de elevação do preço do cigarro a percentuais acima da inflação, para que a população não tenha acesso fácil ao produto.
Conforme divulgou a Agência Senado, Nikogosian também sugeriu aumento de impostos para produtos derivados do tabaco, outra estratégia para reduzir o número de fumantes. “A meta final é diminuir o acesso da população ao cigarro, fazendo com que o preço aumente mais do que a renda das pessoas”, disse.
Prejuízos econômicos
Segundo o presidente da Subcomissão Permanente de Promoção, Acompanhamento e Defesa da Saúde, ligada à Comissão de Assuntos Sociais do Senado, senador Papaléo Paes (PSDB-AP), as autoridades brasileiras sempre viram a indústria de tabaco como grande fonte de arrecadação de impostos.
No entanto, segundo ele, elas desconsideram os prejuízos econômicos acarretados pelas doenças geradas pelo tabagismo. Papaléo ainda elogiou o trabalho do Ministério da Saúde no controle da propaganda de bebidas alcoólicas, lembrando que o alcoolismo também é um problema de saúde pública.
E conforme observou o secretário-executivo da Conferência, os gastos públicos para tratamento de doenças causadas pelo fumo têm aumentado muito. Entretanto, mesmo que haja uma diminuição no número de usuários, os efeitos econômicos para o governo só serão sentidos em médio e longo prazos, pelo fato dos efeitos nocivos do cigarro demorarem de 15 a 20 anos para aparecer.
Quase R$ 300 mil em 30 anos
Além dos problemas de saúde, o cigarro causa problemas financeiros às famílias, de acordo com o consultor Reinaldo Domingos. Com o passar dos anos, o prejuízo pode atingir o valor de um imóvel.
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“Se pegarmos um maço de cigarro a R$ 2,75 e capitalizarmos a juros de 1% por 30 anos, teremos, aproximadamente, R$ 288 mil de provável economia, não apenas para o bolso, mas para a saúde”, revelou o consultor à Agência Brasil.