Acordo para conter reajuste de aluguel pode gerar economia

Segundo especialista, aumento após negociação fica em torno de 10%, bem abaixo do IGP-M que já acumula alta de 15,12%

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SÃO PAULO – Com a alta do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) acumulada em 15,12% nos últimos 12 meses, negociar o índice de reajuste do aluguel pode gerar economia. Segundo o diretor de locações da Abadi (Associação Brasileira de Administradoras de Condomínios), Carlos Samuel de Oliveira, após a negociação os aumentos ficam em torno de 9% e 10%, ou seja, mais de 5 pontos percentuais menor que o índice.

Para o diretor da associação, mesmo com o mercado aquecido é possível reduzir os percentuais de reajuste e, na hora da negociação, o histórico do relacionamento entre as partes interessadas é muito importante.

“Cada vez que há um aumento expressivo no IGP-M, o número de pessoas que tentam a negociação cresce. Se o relacionamento entre inquilino e proprietário ou imobiliária é bom, com certeza haverá redução e os aumentos podem ficar na casa dos 9%, 10% ou até mesmo nem subir, dependendo do caso. O fato é que na maioria das vezes, o dono do imóvel quer manter o bom inquilino”, explica.

IGP-M

Segundo dados divulgados pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), na última quarta-feira (30), o IGP-M, índice que é o principal balizador para o reajuste de aluguéis, já acumula alta de 15,12% nos últimos 12 meses. O resultado é 3,12 pp maior que a última projeção para o ano de 2008 (12%), divulgada no Relatório Focus do Banco Central nesta segunda-feira (4).

O índice é composto por três segmentos, IPA (Índice de Preços no Atacado), IPC (Índice de Preços ao Consumidor) e INCC (Índice Nacional de Custo de Construção).