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SÃO PAULO – “Muitos dizem que o Carnaval é uma manifestação popular onde todos podem se divertir, do folião mais pobre ao mais rico. Mas, isso não é uma verdade absoluta, principalmente, nessa época de crise”. A opinião é do especialista em matemática financeira e consultor em finanças, professor Marcos Crivelaro.
Segundo ele, no cenário atual, os gastos para participar das festas nos principais roteiros, como São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, podem ser equivalentes ao salário de um ano de um trabalhador com renda mensal de cerca de R$ 2 mil, por exemplo.
No bolso
Em Salvador, ir atrás do Trio Elétrico está mais de quatro vezes mais caro em 2009 na comparação com três anos atrás. Enquanto em 2006 os abadás – camisetas que servem de convite e garantem a participação do folião no trio elétrico – custavam, em média, de R$ 70 a R$ 180, hoje os valores para os trios mais badalados podem chegar a R$ 750.
Na avenida, assistir ao desfile da escola de samba da arquibancada dos sambódromos de São Paulo ou do Rio de Janeiro pode desfalcar o orçamento familiar de R$ 30 a R$ 900. Acompanhar o desfile nas frisas (junto à passarela), no entanto, custa quase R$ 20 mil.
E para quem não se contenta em apenas assistir aos desfiles, cair no samba em uma das alas das grandes escolas custa, em média, R$ 600. “Se for destaque, a fantasia pode chegar a R$ 30 mil”, pesquisou o consultor.
Festa em crise
Segundo Crivelaro, o elevado preço das fantasias é justificado, de acordo com as escolas de samba, por causa da valorização do dólar frente ao real. “Segundo cálculos dos carnavalescos, muitos materiais de acabamento das fantasias subiram até 70%”, explicou.
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“Em Salvador, apenas os trios elétricos tradicionais, encabeçados por artistas famosos, estão conseguindo patrocínio de empresas privadas e vendendo todos os seus abadas”, completou.
Roteiros alternativos
Segundo o consultor, a dica para o folião é buscar roteiros alternativos. Quem curte a bagunça do Carnaval, mas não quer gastar muito, pode optar por desfiles gratuitos de bairro e de cidades do interior, menos badalados.
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“A estadia em hotéis e pensões nessas cidades custa menos que 70% em comparação com destinos turísticos tradicionais”, estima Crivelaro.