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SÃO PAULO – Na opinião do presidente do conselho administrativo do IBEF SP (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças), Walter Machado de Barros, o governo necessita tomar medidas mais ousadas, estendendo, por exemplo, a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) ao segmento de linha branca.
Para o executivo, a redução do imposto apenas para o setor automotivo não é o suficiente, visto que reduzindo a contribuição sobre produtos como geladeira, fogão, entre outros, haveria incremento nas vendas não só destas mercadorias como em outros segmentos, o que ativaria todo o comércio.
Barros disse ainda que, dessa forma, não haveria impacto na relação dívida/PIB (Produto Interno Bruto) nos próximos meses, pois a redução da dívida também estaria ocorrendo naturalmente, por conta da redução da taxa Selic.
Linha Branca
Desmentindo boatos sobre a redução do IPI para os eletrodomésticos de linha branca, na última terça-feira (7), ao sair de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizada no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o governo não estuda reduzir o imposto para tais produtos. “Não estamos cogitando nenhuma redução no momento”, declarou.
Adotada como medida de estímulo às vendas, em meio a crise financeira internacional, o governo manteve a redução do IPI para automóveis zero quilômetro, em vigor desde o final do ano passado, além de reduzir o imposto incidente sobre os materiais de construção.