Publicidade
SÃO PAULO – Na cidade de São Paulo, os preços duram, aproximadamente, dois meses e meio. Entretanto, para 32% dos produtos, a alteração é mensal. Os dados são da dissertação de mestrado da economista Luciana Teagno Lopes, defendida na FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo), em 2008.
Segundo a economista, que contabilizou cerca de 5,2 milhões de mudanças de preços de 6.475 marcas de 510 tipos de produtos na capital paulista, entre os anos de 2001 e 2007, de cada dez registros de mudanças, quatro são quedas e seis são aumentos de preços, sendo que a média de elevação é de 10,8% e a de queda 9,6%.
“Há grandes diferenças. Os preços de alguns produtos mudam muito e o de outros, pouco”, explica, de acordo com a Agência USP.
Mudanças
Entre os produtos que mais variam de valores estão os alimentos não-industrializados, que duram, em média, um mês. Contudo, os preços do seguro de vida são os que mais variam em São Paulo, visto que cerca de 99% deles demoram, em média, menos de seis dias para mudar.
Além destes, os automóveis e as motocicletas de segunda mão, assim como alimentos como o tomate, frutas de época, kiwi e maracujá também são exemplos de produtos com grande rotatividade de preços.
Por outro lado, entre os que menos mudam estão os aluguéis, que demoram, em média, 42 meses para apresentarem alterações, as taxas de licenciamento de automóveis (100 meses), as loterias, xérox e análises laboratoriais.
Continua depois da publicidade
Quanto aos aumentos e às diminuições de preços, os que mais costumam subir são os contratos de assistência médica (90% das mudanças são de aumentos) e os mais equilibrados são as roupas de crianças: quase metade das vezes em que mudam, diminuem.
Brasil
Em um levantamento semelhante, realizado em 2007, pela economista do BC (Banco Central), Solange Gouvêa, constatou-se que o Brasil é o campeão em mudanças de preços: em média, dois meses e três dias. Sendo que cerca de 37% dos produtos apresentavam alterações mensais.
No outro extremo está Áustria, onde, em média, apenas 15,1% dos preços mudam a cada mês. Na média global, os preços demoram cerca de oito meses para mudar, com 20% deles apresentando alterações mensais.