Tarifa de bilhete integrado paulista será definida pelo poder público

Preços unitários serão ofertados a partir dos valores máximos indicados à iniciativa privada pelos poderes concedentes

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SÃO PAULO – O bilhete integrado, que permitirá aos usuários do metrô, da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e da SPTrans (São Paulo Transportes) o deslocamento, por um determinado período, por meio de um único sistema de pagamento (nos moldes do bilhete único), terá o valor da tarifa definido pelo poder público.

De acordo com a assessoria de imprensa do metrô paulista, o governo do estado e a prefeitura de São Paulo firmaram uma ppp (parceria público privada) administrativa para passar à iniciativa privada o novo sistema de arrecadação do estado. Contudo, os preços unitários serão ofertados a partir dos valores máximos indicados pelos poderes concedentes.

Inicialmente, o bilhete integrado será válido apenas para o município de São Paulo e região metropolitana, entretanto, em uma próxima fase, todas as cidades do estado poderão aderir ao novo sistema.

Concessão

A empresa que obtiver a concessão ficará 30 anos, contados da assinatura do contrato, administrando os serviços de arrecadação do novo bilhete, além de poder explorar as receitas geradas com novos produtos que surgirão com o sistema, como cartões de crédito e débito e porta-moedas. Estima-se que a receita obtida com tais mercadorias gire em torno de R$ 18 milhões, ao ano.

Por outro lado, quem ganhar a licitação deverá investir, aproximadamente, R$ 310 milhões no projeto e pagar, à prefeitura paulistana, R$ 200 milhões de indenização pelos investimentos realizados na implementação do sistema de bilhetagem eletrônica do bilhete único.

Ao final do período de concessão, a empresa terá que transferir, sem ônus, os ativos e a tecnologia ao poder concedente.