Publicidade
SÃO PAULO – Mais de 48% dos consumidores da classe DE e 39,7% da classe C costumam ir a vários supermercados para aproveitar as ofertas, após receberem os chamados tabloides.
Os números são, respectivmante, 16,3 e 7,7 pontos percentuais mais elevados do que o verificado entre os consumidores da classe AB (32%), o que demonstra que os folhetos são mais úteis para as pessoas de baixa renda, segundo revela pesquisa do instituto Data Popular, conduzida pela especialista em estudos para o setor de varejo, Sonia Bittar.
“O grande varejista estimula o consumidor de baixa renda a utilizar o tabloide como um instrumento de caça aos produtos baratos e não o utiliza como ferramenta para criar vínculo com a empresa ou com as marcas”, analisa Sonia.
Cobertura
Além disso, este veículo informativo encontra sua melhor aceitação nos domicílios da classe DE, já que, entre estes consumidores, 35% gostam de receber o jornalzinho de ofertas em casa, contra 26,2% dos consumidores do topo da pirâmide social.
Ainda de acordo com o estudo, embora mais úteis e bem-vindos para os consumidores de baixa renda, as redes de supermercados que enviam tabloides para residências possuem maior cobertura nas camadas superiores, com 73,8% na AB, 72,3% na C e 58,3% na DE.