Criação da CSS não é bem vista entre investidores

Em avaliação do portal InfoMoney, 81,39%, de 4.932 respondentes, deram nota zero para possibilidade do imposto voltar à pauta da Câmara

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SÃO PAULO – Nos moldes da antiga CPMF, a CSS (Contribuição Social para a Saúde), que prevê alíquota de 0,1% sobre as operações financeiras, com arrecadação permanente e inteiramente destinada para a Saúde, não é bem vista entre boa parte dos investidores.

Em avaliação do portal InfoMoney sobre que nota dariam à possibilidade do novo tributo voltar à pauta da Câmara dos Deputados, 81,39%, de 4.932 respondentes, deram nota zero para tal situação.

Outros 8,86%, entretanto, atribuíram a nota máxima, conforme tabela abaixo:

Que nota você dá à possibilidade de a CSS (“Nova CPMF”) voltar à pauta da Câmara? Votos Percentual
0 4.014 81,39%
1 57 1,16%
2 55 1,12%
3 28 0,57%
4 42 0,85%
5 79 1,60%
6 28 0,57%
7 65 1,32%
8 80 1,62%
9 47 0,95%
10 437 8,86%

CSS

A criação da CSS está dividindo opiniões e levando várias pessoas a se manifestarem contra ou a favor do imposto.

No início de setembro, lideranças do setor de Saúde realizaram ato em defesa da regulamentação da Emenda Constitucional 29 e pela instituição do tributo. De acordo com o presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), Eugênio Pacceli, a CSS trará para a Saúde mais R$ 12 bilhões no orçamento do próximo ano.

Por outro lado, líderes de outros setores classificam como absurda a criação de um novo imposto. É o caso, por exemplo, do presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do estado de São Paulo), Paulo Skaf. Para ele, é importante que haja um consenso, para que a matéria não seja aprovada no Congresso Nacional.

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Opinião parecida tem a Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), que enviou um ofício às lideranças partidárias e aos deputados de São Paulo repudiando a criação do imposto, que, na avaliação da entidade, é injusto por seu caráter regressivo, que penaliza, sobretudo, as classes de menor renda.