Alimentos avançam e IPC-S tem alta, após 11 semanas de deflação

Variação foi 0,25 ponto percentual acima da registrada na semana anterior, ficando em 0,17% na primeira medição de setembro

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SÃO PAULO – O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) apresentou alta e, após 11 semanas de deflação, encerrou a primeira semana de setembro com inflação de 0,17%, 0,25 ponto percentual acima do verificado uma semana antes (-0,08%).

De acordo com dados da FGV (Fundação Getulio Vargas), dentre os sete grupos analisados, quatro registraram avanço nos preços, dois desaceleraram, enquanto um não variou na semana encerrada em 7 de setembro.

Uma das principais influências para o resultado do índice partiu do grupo Alimentação, cuja variação nos preços dos produtos no período analisado passou de -0,64% para 0,21%. Neste grupo, os itens hortaliças e legumes (-6,76% para -2,86%), frutas (-2,46% para -0,51%) e carnes bovinas ( 2,42% para 3,34%) responderam pelos maiores impactos.

Outros grupos
Outros grupos também contribuíram para o resultado do IPC-S: Vestuário (de -0,40% para -0,24%), incentivado pela alta nos preços das roupas (de -0,98% para -0,57%), Educação, Leitura e Recreação (de -0,07% para 0,05%), impactado pelo item cursos não formais (de 0,22% para 0,48%), e Despesas Diversas (de 0,09% para 0,15%), com influência dos alimentos para animais domésticos (de -0,46% para 0,42%).

Habitação, que passou de 0,26% para 0,23%, e Saúde e Cuidados Pessoais (0,25% para 0,22%), por outro lado, exerceram pressão contrária para o resultado do IPC-S no período.

Nestes casos, as influências vieram de tarifa de eletricidade residencial (de -0,15% para -0,26%) e dos artigos de higiene e cuidado pessoal (de -0,11% para -0,21%), respectivamente.

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O grupo Transportes ficou com variação de 0,15% nos preços, a mesma da semana anterior.