Custo da construção encerra o ano com alta de 7,58%, diz FGV

Em dezembro, a variação foi 0,23 ponto percentual maior do que a registrada no mês anterior, quando ficou em 0,36%

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SÃO PAULO – Em 2010, o brasileiro gastou 7,58% a mais para construir, segundo informações do INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção) da FGV (Fundação Getulio Vargas), divulgado nesta segunda-feira (27).

No ano, o custo do grupo Materiais, Equipamentos e Serviços acumulou alta de 5,45%, sendo que o subgrupo Materiais e Equipamentos registrou acréscimo de 5,11%, enquanto Serviços teve aumentos de 6,76%.

Já o grupo Mão de Obra terminou o ano com acréscimo de 9,91%.

Variação Mensal
Em dezembro, o INCC-M, que é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês atual, apresentou variação é 0,23 ponto percentual maior do que a registrada em novembro, 0,59% e 0,36%, respectivamente.

O grupo Materiais e Equipamentos e Serviços registrou alta de 0,13%, resultado inferior ao apurado um mês antes, de 0,15%. A maior contribuição para o resultado do grupo veio do subgrupo Serviços, que passou de 0,48% para 0,25% no período analisado.

O subgrupo Materiais e Equipamentos, por outro lado, apresentou aceleração no décimo segundo mês do ano, passando de 0,07% para 0,09%.

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No que diz respeito ao grupo Mão de Obra, a variação foi de 1,08% este mês, frente a 0,59% no décimo primeiro mês do ano. Aqui, as maiores contribuições para o avanço vieram dos itens auxiliar e especializado, cujos índices ficaram em 1,21% e 1,28%, nesta ordem.

Influências
No geral, as maiores influências positivas para o resultado apurado no último mês de 2010 foram as seguintes: ajudante especializado (de 0,59% para 1,41%), servente (de 0,66% para 0,89%), pedreiro (de 0,57% para 0,78%), carpinteiro (fôrma, esquadria e telhado) (de 0,55% para 0,82%) e engenheiro (de 0,62% para 1,05%).

Por outro lado, as maiores influências negativas foram de massa de concreto (de 0,71% para -0,21%), tubos e conexões de PVC (de 0,79% para -0,16%) e aluguel de máquinas e quipamentos (de 0,42% para -0,05%)

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Capitais
Considerando as sete capitais estudadas pela FGV no último mês de 2010, quatro apresentaram aceleração, conforme mostra tabela a seguir:

Cidade Novembro de 2010 (%) Dezembro de 2010 (%)
Salvador 0,08 0,09
Brasília 0,82 0,28
Belo Horizonte 0,10 4,16
Recife 4,27 0,68
Rio de Janeiro 0,15 0,14
Porto Alegre 0,09 0,18
São Paulo 0,02 0,05