Compras de luxo estão fora do radar das pessoas que moram sozinhas

Isso porque elas mantêm um critério de compra sensível ao preço, não gastando mais com atributos que não valorizam

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SÃO PAULO – No Brasil, os lares com um único morador representam 12,2% do total de residências. Ao todo, existem hoje cerca de 7 milhões de brasileiros nessa situação e essa população possui características de consumo muito próprias.

De acordo com estudo divulgado nesta sexta-feira (27) pela Market Analysis, instituto de pesquisa e opinião pública, as compras de luxo estão fora do radar das pessoas que moram sozinhas.

Isso ocorre porque eles mantêm um critério de compra muito sensível ao preço. Não que sacrifiquem qualidade pelo preço, mas eles não estão dispostos a pagar mais por atributos que não valorizam.

Além disso, comparados com o resto da população, são muito mais exigentes nas suas compras, quer dizer, examinam os rótulos dos produtos e avaliam seus ingredientes.

Tecnologias ficam longe
Em relação às novas tecnologias, ao contrário da maioria da população, os moradores solitários não se sentem atraídos por esses equipamentos, nem como fonte de lazer nem de informação.

“Comparado com uns poucos anos atrás, quando fizemos o primeiro estudo, o morador solitário deu uma guinada no seu estilo de vida”, revela o diretor da Market Analysis, Fabián Echegaray.

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Ele explica que esse público busca conciliar uma forte preocupação pelo preço com exigências de produtos e serviços atentos às suas ansiedades com saúde e segurança alimentar.

Perfil
De acordo com estudo da Market Analysis, as casas com apenas um morador têm predomínio de mulheres e de pessoas mais velhas (8 anos e meio de diferença com a média de idade dos que moram acompanhados).

Previsivelmente, eles têm de três a quatro vezes mais chances de serem aposentados – em comparação com as pessoas que moram acompanhadas -, e também de serem profissionais liberais ou chefes do próprio negócio.

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Sobre a pesquisa
A pesquisa sobre os hábitos de consumo de pessoas que vivem sozinhas teve uma amostra de 812 consumidores adultos (de 18 a 69 anos) e foi realizada entre dezembro de 2010 e janeiro de 2011, por meio de entrevistas pessoais nos domicílios dos respondentes.

Os entrevistados eram residentes das nove principais capitais do Brasil: Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.