Preços dos alimentos devem continuar altos, diz Graziano

Para o novo diretor-geral da FAO, enquanto a situação financeira global não atingir a estabilidade, o desequilíbrio dos preços continuará e atingirá mais países pobres

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SÃO PAULO – O novo diretor-geral da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), José Graziano, disse, em entrevista à imprensa em Roma, nesta segunda-feira (27), que os preços dos alimentos devem continuar altos.

“Este não é um desequilíbrio temporário”, disse Graziano, de acordo com agências internacionais. “Enquanto não alcançarmos uma situação financeira global mais estável, os preços das commodities refletirão isso”.

De acordo com Graziano, países pobres serão os mais afetados por essa alta nos preços e a FAO precisa se atentar a eles. “Nos próximos anos, esta será uma área mais relevante, na qual a FAO pode desempenhar um papel importante, ajudando esses países a lidar com a volatilidade.

Países envolvidos
Graziano foi eleito como diretor-geral da FAO no domingo (26). Como linha de trabalho, ele traçou cinco pontos como prioridade durante a sua gestão, que inicia em 1º de janeiro de 2010 e vai até 2015: combate à fome, estímulo a produção de alimentos para corrigir desequilíbrios, governança global para alimentação e segurança alimentar, reforma do órgão, além de aumento da cooperação Sul-Sul.

“Minha meta é mobilizar os países de renda média e alta para que desempenhem um papel mais importante, não apenas como doadores de recursos financeiros, mas também por meio de apoio técnico, qualificado e relevante aos programas da FAO”, afirmou.