Preços de roupas subiram mais que a inflação em junho

No mês, Fortaleza puxou elevação dos preços de vestuário, subindo 1,71%. Média geral ficou em 1,25%, contra IPCA de 0,15%

Jéssica Consulim Roccella

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SÃO PAULO – Os itens de vestuário tiveram inflação acima do índice geral medido pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (7). Enquanto a inflação oficial variou 0,15% em junho, os preços de vestuário subiram 1,25%, a maior variação de grupo.

A maior alta foi verificada em Fortaleza, onde a variação foi de 1,71%. Já no Distrito Federal os preços aumentaram com menor intensidade, 0,72%. São Paulo e Rio de Janeiro registraram acréscimos de 1,14% e 1,10%, respectivamente.

Itens
No geral, a alta do grupo vestuário reflete, especialmente, o aumento das roupas masculinas, que subiram 1,54% no mês.

Além deste item, registraram acréscimos: tecidos e armarinho (1,39%), roupa feminina (1,26%), calçados e acessórios (1,17%), roupa infantil (1,16%) e joias e tecidos (0,49%).

A calça comprida feminina foi o item de vestuário que mais subiu (3,04%). Em seguida vem a blusa feminina, que ficou 2,23% mais cara, e o terno masculino, cujo preço aumentou 2,17%.

Acumulado
No primeiro semestre, a roupa infantil liderou o aumento de preços, com variação acumulada de 6,03%, enquanto as roupas masculina e feminina ficaram 4,84% e 3,84% mais caras, respectivamente.

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O índice acumulado entre janeiro e junho atinge 4,36%, com alta puxada por Fortaleza, onde o vestuário ficou 9,15% mais caro. No semestre, os consumidores de Belo Horizonte foram os que menos sentiram a alta nos preços dos itens de vestuário, já que lá a variação foi de 2,05%.

Já em 12 meses, o grupo vestuário acumula alta de 8,66%, com destaque para Fortaleza e Curitiba, onde os preços subiram 19,96% e 13,44%, respectivamente.

Em relação aos itens, o destaque foi para as roupas femininas que ficaram 9,09% mais caras em 12 meses. Já o preço da roupa masculina subiu 8,86% e a da infantil, 7,51%.