SP: preços nos supermercados têm alta de 0,43% em janeiro

No primeiro mês do ano houve desaceleração em relação a dezembro, quando o índice variou 1,34%

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SÃO PAULO – Os preços nos supermercados paulistas ficaram 0,43% mais caros em janeiro. Na comparação com dezembro, o índice apresentou desaceleração, já que na época ele variou 1,34%. De acordo com levantamento da Apas (Associação Paulista de Supermercados), o recuo do Índice de Preços dos Supermercados (IPS-Apas) já era esperado devido ao aumento tradicional de demanda que ocorre em dezembro nos supermercados, decorrentes das festas de fim de ano.

Segundo a Apas, em janeiro de 2010, o índice havia apresentado queda de 0,02%, percentual inferior ao registrado neste ano. Em 12 meses, o índice teve alta de 5,50%, valor inferior quando comparado ao mesmo período do ano anterior. “Mesmo apresentando elevação neste mês, o IPS se mantém como destaque positivo dos demais índices de inflação”, explica o diretor de Economia da Apas, Martinho Paiva Moreira.

Produtos
No mês passado, os produtos hortifrutigranjeiros foram os tiveram as maiores elevações. A categoria teve alta de 3,31%, com destaque para o pepino, que teve alta de 43,41%. Também sofreram alta a abobrinha (24,10%), a cenoura (21,03) e o tomate (12,55%). “O preço dos produtos in natura vêm sendo impactados fortemente por fatores climáticos, seja pela estiagem no sul do país ou ainda pelo excesso de chuva na região sudeste. A conjunção destes fatores diminuiu a oferta dos produtos no comércio, pressionando os produtos para cima”, afirma Moreira.

O preço dos alimentos industrializados apresentou alta de 0,06% no ano passado, sendo que as principais altas foram verificadas em derivados de carne (1,24%), panificados (0,18%), cafés, achocolatados e chá (0,56%).

As bebidas alcoólicas também sofreram alta. A categoria registrou aumento de 1,67%, diante da alta da cerveja, de 1,72%, que de acordo com a Apas já era esperada por causa do período de verão e do aumento da demanda nesta época do ano.

Já o preço das bebidas não alcoólicas ficaram estáveis (0,02%), e dos artigos de higiene e beleza tiveram alta (0,58%). Por outro lado, os produtos de limpeza (0,50%) registraram queda nos preços no mês passado.