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SÃO PAULO – A carga de energia elétrica no Brasil aumentou 1,8% em janeiro, frente ao mesmo mês do ano passado, segundo o Boletim de Carga Mensal do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) divulgado nesta segunda-feira (6).
A análise leva em consideração tanto o consumo quanto as perdas de energia. Na comparação com dezembro de 2011, houve leve alta de 0,5%.
Considerando o acumulado dos últimos 12 meses, foi registrado aumento de 3%, em relação ao período anterior.
Análise regional
A região Sudeste/Centro-Oeste apresentou leve alta de 0,1% na evolução da carga em janeiro, na comparação com o mesmo período de 2011, atingindo 36.103 MW médios. Em relação a dezembro, houve queda de 0,1%. Na região, a ocorrência de temperaturas amenas verificadas na primeira quinzena do mês e o grande volume de chuvas nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo influenciaram a taxa de crescimento da carga de janeiro/11.
No que diz respeito à região Sul, a carga em janeiro foi de 10.343 MW médios, com uma variação positiva de 1%, ante o mesmo mês do ano anterior, e de 3,4%, frente a dezembro. O resultado relativamente baixo, comparado ao ano anterior, reflete os efeitos das condições climáticas semelhantes e que ocorreram em 2011 e 2012. Em 12 meses, a alta no Subsistema Sul é de 4,2%.
A região Nordeste, por sua vez, apresentou em janeiro aumento de 8,5% no consumo e perdas de energia, na comparação com o mesmo mês de 2011, atingindo 8.919 MW médios. Já na comparação com dezembro, houve aumento de 0,5%. No acumulado de 12 meses, foi verificada alta de 1,7%. A alta na comparação anual é influenciado pelo setor de turismo, que se intensifica nesta época do ano.
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Ainda no mês de janeiro, a região Norte operou com 4.080 MW médios, 5,8% a mais do que no mesmo período do ano passado e 1,5% menor do que em dezembro. Em 12 meses, houve alta de 4,8%. O desempenho da carga de energia está relacionado à produção dos grandes consumidores conectados à rede básica, que detêm uma participação de 50% na carga desse subsistema, sendo que dois terços pertencem ao setor metalúrgico e são voltados, basicamente, para o mercado externo de commodities.
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