Publicidade
SÃO PAULO – A melhora de deficiências é uma das medidas que devem ser adotadas na tentativa de reduzir o spread. A conclusão é do economista-chefe da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Rubens Sardenberg.
O spread bancário nada mais é do que a diferença entre os juros pagos pelas instituições financeiras ao captar recursos e os praticados ao emprestá-los. De acordo com Sardenberg, o Brasil tem um spread bruto (diferença da taxa de captação e aplicação) muito alto, devido a uma série de deficiências, como a tributação na intermediação financeira, o alto nível de compulsório e uma inadimplência um pouco mais alta do que em outros países.
“É importante pensar na questão dos impostos, dos custos associados à inadimplência” , disse.
Spread
Segundo dados da Nota de Política Monetária e Operações de Crédito do Banco Central, em janeiro, o spread bancário no Brasil alcançou 2,34 ponto percentual ao mês, sendo que a taxa de aplicação ficou em 3,15% e a de captação, em 0,81%.
Na comparação com dezembro e janeiro do ano passado, no primeiro mês deste ano, o spread ficou 0,07 e 0,25 ponto percentual maior, já que nestes períodos a taxa média do spread bancário era de 2,27 p.p. e 2,09 p.p., respectivamente.