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Planejamento financeiro: cinco razões pelas quais você precisa ter um

Ainda que não elimine os riscos, o planejamento reduz o custo financeiro desses riscos e ajuda no alcance de metas

SÃO PAULO - Todos nós temos metas e objetivos em nossas vidas. Porém, nem sempre estabelecemos um planejamento de como pretendemos alcançar esses objetivos. Com o passar do tempo, eles se tornam cada vez mais distantes, e, aos poucos, acabamos nos convencendo de que pouco adianta traçar metas, porque elas nunca se realizam, quando na verdade o problema é a falta de planejamento.

Pior ainda, descrentes da capacidade de alcançar seus objetivos de uma forma financeiramente eficiente, muitas pessoas acabam utilizando crédito sem planejamento, ou consumindo de forma compulsiva. Mas, se mesmo assim você ainda não está convencido das vantagens de se elaborar um planejamento financeiro, confira abaixo cinco razões para começar o quanto antes possível:

  • Protege você e sua família de riscos financeiros
    Vale notar que estamos falando de proteção contra os riscos financeiros. Lembre-se o planejamento não impede os riscos aos quais você está exposto todos os dias (ex. acidente), mas reduz as perdas financeiras decorrentes desses riscos, caso eles se tornem realidade.

    Os chamados riscos da vida são: acidente, doença, falecimento e ações judiciais, sendo que a probabilidade desse último é maior para os executivos e profissionais liberais, daí o surgimento do seguro de responsabilidade civil.

    Para quem não acredita que esteja exposto ao risco de ação judicial, vale lembrar que um artigo da revista Forbes estima que as chances de uma pessoa ter sua casa queimada é de 1 em 1.200, mas os riscos de sofrer algum tipo de ação judicial no decorrer da vida é bem maior: de 1 em 200! Os dados são válidos para os EUA, mas certamente dão uma idéia de que o risco de ação judicial vem aumentando nos últimos anos, e deve ser avaliado com cuidado por alguns profissionais.

  • Permite que você saia do vermelho
    Para quem tem dívidas, sair do vermelho é, sem dúvida, a maior prioridade na definição de metas. Porém, sem planejamento é praticamente impossível sair de uma situação de endividamento para outra em que se possui um patrimônio.

    Ainda que o volume de crédito ao consumo concedido no Brasil seja pequeno frente ao tamanho da economia, de cerca de 5%% do PIB, não há como negar que essa relação vem se deteriorando. Para muitas pessoas, é comum ver o dinheiro acabar antes do final do mês: são pessoas que vivem de salário em salário. Basta uma emergência, que daí ao descontrole financeiro é um passo.

    Mas, você já pensou nas conseqüências que isso terá para o seu futuro? Essa incapacidade de poupar certamente impedirá que você acumule um patrimônio para garantir a sua aposentadoria. Mas, como poupar se você tem dívidas a pagar? Bem, a única saída é planejar uma estratégia de quitação!

  • Você vai gastar muito durante a vida
    Você já parou para pensar que uma pessoa que tem um salário de R$ 3 mil, mesmo que não tenha aumentos de salário, em 30 anos de trabalho conseguirá acumular R$ 1,08 milhão.

    Muita gente se surpreende ao pensar como ganhou todo esse dinheiro e não conseguiu sequer comprar uma casa própria. Na verdade, existem várias razões para isso, e uma delas certamente é a falta de planejamento. Além disso, boa parte do seu orçamento será comprometida com os gastos crescentes de saúde e educação dos filhos, etc.

    Isso sem falar nos outros gastos que terá que incorrer, porque, afinal, é preciso aproveitar a vida: como a troca de carro, o financiamento de uma casa maior, etc. Mesmo sem considerar a inflação, basta ver que se você gastar R$ 20 por dia com alimentação, no decorrer dos próximos 30 anos terá gasto cerca de R$ 109 mil! Isso sem falar é claro que, ainda que ela esteja em baixa: inflação não deve sumir e é preciso considerá-la no seu planejamento.

  • Você vai viver muito tempo!
    Pois é isso mesmo, a expectativa de vida da população mundial vem crescendo nos últimos anos, e o Brasil não é exceção! Assim, para garantir uma aposentadoria tranqüila você precisa ter uma idéia clara do quanto terá que acumular!

    Mesmo que você já tenha feito essa estimativa, pode valer a pena rever seus números. Se você não chegou aos 40 anos e projetou que irá se aposentar aos 65 anos e viver até os 80 anos, você pode ter sido muito otimista! A maioria dos consultores sugere que pessoas nessa faixa etária projetem uma expectativa de vida entre 90 e 95 anos. Assumindo um gasto mensal de R$ 2 mil, e ignorando inflação, juros e impostos, fica fácil ver que essa sobrevida de 10 a 15 anos pode lhe custar entre R$ 240 mil e R$ 360 mil a mais.

    Agora imagine esse tipo de sobrevida na sociedade atual, em que os benefícios previdenciários estão em queda e as separações em alta. Alguns especialistas projetam que no ano 2050 as pessoas podem viver bem mais que 100 anos, o que, implicaria em vários casamentos: cenário certamente prejudicial ao patrimônio de qualquer um.

  • Garante uma aposentadoria tranqüila
    Cada um de nós tem uma visão distinta do que é uma aposentadoria tranqüila. Afinal, nosso padrão de gastos, capacidade de poupança, e, porque não, expectativa de vida é distinta.

    Sem planejamento não é possível saber exatamente quanto você terá que acumular antes de se aposentar. O que, por sua vez, exige que você estabeleça um planejamento de gastos após a aposentadoria e defina metas de retorno para o dinheiro que irá investir, etc. Não há como negar que planejar exige esforço e persistência, afinal é preciso rever constantemente nossas contas.

    Mas, de que adianta tanto esforço e dedicação ao trabalho se, ao final da vida, por falta de planejamento, você acabar juntando menos do que precisaria e não puder aproveitá-la? Afinal, a meta final de qualquer planejamento é aproveitar a vida: a questão, portanto, é como equilibrar essa relação entre o presente e o futuro.

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