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PIB, 20 resultados e foco nos EUA: os 8 eventos que vão agitar o mercado na próxima semana

Semana será mais calma na política, mas agenda de indicadores ganha destaque com EUA e PIB no Brasil

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(Reuters)

SÃO PAULO - Apesar da grande movimentação nos últimos dias, com intervenção no Rio de Janeiro, fala do Henrique Meirelles sobre ser candidato e entrevista de Michel Temer, a agenda política não tem grandes eventos programados para a próxima semana, o que dá mais espaço para os importantes dados que serão divulgados.

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Apesar do impacto limitado no mercado do corte de rating do Brasil pela Fitch, os investidores ficam atentos para um já esperado rebaixamento também pela Moody's, a única agência de risco que ainda não alterou a nota do País. O primeiro rebaixamento da classificação de risco, pela S&P, é considerado o que mais afetou o Brasil, sendo que os seguintes já ficam precificados. 

O grande destaque entre os indicadores fica para o PIB (Produto Interno Bruto) do quarto trimestre e do acumulado de 2017, que será divulgado quinta-feira (1) pelo IBGE. A expectativa dos analistas consultados pela Bloomberg é que a economia brasileira cresça 0,5% nos últimos meses do ano, com uma alta de 1,2% no total de 2017, encerrando o período de dois anos seguidos de recessão.

Além do PIB, sairão dados fiscais, números do emprego, do setor externo e índices de inflação. Entre os principais números, na quarta-feira (28) o Banco Central apresenta o resultado fiscal do governo central, com a estimativa da GO Associados de um superávit primário de R$ 32,8 bilhões no mês, mantendo o déficit primário em 1,7% do PIB no acumulado em 12 meses.

No mesmo dia também o IBGE divulga o resultado de janeiro da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua. A taxa de desemprego deve ficar estável em 11,8% no trimestre encerrado em janeiro, segundo analistas consultados pela Bloomberg. Caso se confirme, isso marcará uma queda no desemprego de 12,4% para 12,1%.

Por fim, no mercado doméstico, atenção para a temporada de resultados do quarto trimestre, com 23 balanços programados, com destaque para a Braskem (BRKM5), Vale (VALE3), Gerdau (GGBR4), Ambev (ABEV3) e B3 (BVMF3).

De olho nos Estados Unidos
A próxima semana será bastante importante no mercado externo, em especial nos Estados Unidos. Na quarta-feira, o recém-empossado presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, fará seu primeiro discurso no Congresso. Ele poderá dar novas pistas sobre os próximos passos do Fomc (Comitê de Política Monetária) em um momento que o mercado está dividido sobre o ritmo de altas de juros ao longo do ano.

Para a equipe de analistas do Credit Suisse, qualquer surpresa mais "hawkiksh" vindo de Powell teria que ser muito significativa para levar a uma reversão da tendência de queda do dólar. Os analistas ainda destacam que os yields dos Treasuries mais altos não são suficientes para causar um rali do dólar, dado que as taxas reais ainda permanecem em níveis muito baixos. O Credit também destaca que o gap ainda significativo entre a mediana das projeções dos membros do Fed quando às projeções e o seu nível bem mais baixo implícito no mercado futuro de juros.

Entre os indicadores, atenção para a segunda prévia do PIB do quarto trimestre dos EUA, que deve confirma uma expansão de 2,6% no fim do ano passado, com alta acumulada de 2,3% em 2017. Além disso, na quinta-feira (1), será divulgado o índice de preços de gastos com consumo
(PCE), o índice preferido pelo Fomc para analisar a evolução da inflação. Uma leitura acima do esperado pode gerar nova volatilidade nos mercados.

Na Zona do Euro, destaque para a divulgação dos dados de inflação ao consumidor, na quarta-feira (28), e para a taxa de desemprego da região, que sai na quinta-feira (1). Já na China, atenção especial paras os PMIs da indústria e serviços, que costumam ter impacto em empresas de commodities, como a Vale.

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