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Terrorista que detonou bomba em NY pode ter ligação com Estado Islâmico, afirma governador

De acordo com autoridades norte-americanas, Ullah citou decisão de Trump por reconhecer Jerusalém como capital de Israel como motivo para o atentado

Andrew Cuomo

SÃO PAULO - O terrorista que explodiu na manhã desta segunda-feira (11) uma bomba caseira próxima da Times Square, em Manhattan, pode ter ligações com o EI (Estado Islâmico), afirmou o governo de Nova York, Andrew Cuomo, que classificou a tentativa de ataque de Akayed Ullah como "assustadora e perturbadora".

Em entrevista à rede de norte-americana MSNBC, Cuomo confirmou que Ullah é um motorista de táxi de Nova York de 27 anos de idade e nascido em Bangladesh. De acordo com o governador de Nova York, ele não estava satisfeito com as posturas políticas dos EUA com relação ao Oriente Médio e simpatizava pelas ideias radiciais do EI. Para Cuomo, ele agiu sozinho e desenvolveu o artefato caseiro com instruções obtidas na internet.

De acordo com autoridades norte-americanas, Ullah citou decisão de Donald Trump na última quarta-feira (6) por reconhecer Jerusalém como capital de Israel como motivo para o atentado. O incidente foi registrado no cruzamento da Rua 42 com a 8ª Avenida, onde está o Port Authority, considerado um dos maiores terminais rodoviários do mundo. Segundo a polícia de Nova York, Ullah amarrou uma bomba caseira em seu corpo com velcro e lacres de plástico, mas felizmente explodiu antes da hora programada e feriu levemente três pessoas que estavam no local.

Mais cedo, através de sua conta do Twitter, o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, afirmou que a explosão próxima da Times Square, em Manhattan, foi uma tentativa de ataque terrorista: "vamos ser claros - isso foi uma tentativa de ataque terrorista. Graça a Deus ele não alcançou seus objetivos finais", escreveu.

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