Por Lara Rizério Em mercados  21 abr, 2017 11h43

Em alerta máximo, Coreia do Sul prepara fronteira com o Norte em meio à nova celebração

 A Coreia do Norte marca o aniversário de 85 anos da fundação de seu Exército Popular, uma importante celebração que acontece ao final de grandes exercícios militares de inverno

Por Lara Rizério Em mercados  21 abr, 2017 11h43

SÃO PAULO - A tensão geopolítica na península coreana segue sendo acompanhada de perto, ainda mais com a proximidade de uma nova celebração na Coreia do Norte. As informações são da Reuters

Nesta sexta-feira, a Coreia do Sul informou que está em alerta máximo antes de outro importante aniversário na Coreia do Norte, com uma grande concentração de aparatos militares amontoados em ambos lados da fronteira diante de preocupações sobre um novo teste nuclear de Pyongyang, de acordo com a agência de notícias.  Autoridades norte-americanas e sul-coreanas vêm dizendo há semanas que o Norte pode realizar em breve outro teste nuclear em violação às sanções da Organização das Nações Unidas (ONU), algo que os Estados Unidos e China alertaram contra.

 A Coreia do Norte marca o aniversário de 85 anos da fundação de seu Exército Popular, uma importante celebração que acontece ao final de grandes exercícios militares de inverno, disse o porta-voz do Ministério da Unificação da Coreia do Sul, Lee Duk-haeng. 

 O ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul informou que enviados do país, dos EUA e do Japão na Coreia do Norte devem se encontrar na terça-feira, para "discutir planos para conter as provocações adicionais de alta força da Coreia do Norte, para maximizar pressão sobre o Norte e garantir o papel construtivo da China na resolução da questão nuclear da Coreia do Norte". 

A Coreia do Sul e os EUA também estão conduzindo exercícios militares anuais conjuntos, que o Norte rotineiramente critica como um prelúdio para invasão.     "É uma situação na qual muitos equipamentos de exercícios estão amontados na Coreia do Norte e também muitos bens estratégicos estão situados na península coreana por conta dos exercícios militares entre Coreia do Sul e EUA", disse Lee durante entrevista coletiva.

Na última quinta-feira, a Coreia do Norte advertiu para um 'ataque preventivo super-poderoso', após o secretário de Estado dos EUA Rex Tillerson dizer que os Estados Unidos estão procurando maneiras de exercer pressão sobre o programa nuclear da Coreia do Norte. Tillerson afirmou que os EUA admitem a possibilidade de voltar a colocar a Coreia do Norte na lista dos apoiadores do terrorismo, da qual o regime de Pyongyang saiu em 2008. O regime norte-coreano, através da mídia estatal, afirmou que os EUA "não deveriam mexer com a gente".

Após a advertência de Pyongyang, o presidente dos EUA, Donald Trump, elogiou na quinta-feira os esforços chineses em conter "a ameaça". Já o  secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis, disse nesta sexta-feira que a retórica da Coreia do Norte é provocativa, mas que aprendeu a não confiar nela. 

Kim Jong Un
(Reprodução)

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