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Coreia do Norte adverte para "ataque preventivo super-poderoso" após EUA prepararem próximo passo

O regime norte-coreano, através da mídia estatal, afirmou que os EUA "não deveriam mexer com a gente"

SÃO PAULO - As tensões geopolíticas aumentam à medida que a Coréia do Norte advertiu para um 'ataque preventivo super-poderoso', após o secretário de Estado dos EUA Rex Tillerson dizer que os Estados Unidos estão procurando maneiras de exercer pressão sobre o programa nuclear da Coreia do Norte. As informações são da Reuters

Tillerson afirmou que os EUA admitem a possibilidade de voltar a colocar a Coreia do Norte na lista dos apoiadores do terrorismo, da qual o regime de Pyongyang saiu em 2008. 

"Estamos revendo o status da Coreia do Norte, tanto como patrocinador do terrorismo quanto por outro tipo de vias, para aumentar a pressão para que o regime de Pyongyang volte a entrar" num diálogo, afirmou Tillerson em conferência de imprensa. 

O regime norte-coreano, através da mídia estatal, afirmou que os EUA "não deveriam mexer com a gente".

Nesta semana, um alto oficial da Coreia do Norte acusou os EUA de criarem "uma situação perigosa na qual uma guerra termonuclear pode explodir a qualquer momento". Kim In-ryong, embaixador da Coreia do Norte na ONU, descreveu os exercícios militares conjuntos realizados pelos EUA e pela Coreia do Sul como os mais agressivos possíveis e disse que seu país estava "pronto para reagir a qualquer tipo de guerra desejado pelos EUA". 

Já na quarta-feira, o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, prometeu uma "resposta esmagadora em caso de ataque" da Coreia do Norte. A declaração foi feita ante um auditório de soldados americanos do porta-aviões Ronald Reagan, estacionado no Japão. Há "nuvens no horizonte", disse Pence, que classificou o regime comunista da Coreia do Norte de "ameaça mais perigosa e urgente para a paz e a segurança na Ásia Pacífico". 

Pence já advertiu há alguns dias que "todas as opções estão sobre a mesa".  "Derrotaremos qualquer ataque e reagiremos ao uso de qualquer arma convencional ou nuclear com uma resposta esmagadora", afirmou, citando a "determinação do presidente Trump e das forças armadas dos Estados Unidos".

Kim Jong Un
(Reprodução)

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