Em mercados

Radar: acompanhe algumas das principais oscilações na bolsa nesta quinta-feira

Refletindo medidas do Governo, Ibovespa opera em alta de mais de 2%; Vale sofre acusação do TCU; BM&F Bovespa lidera ganhos

SÃO PAULO – Refletindo uma série de medidas do governo visando acelerar o consumo, o Ibovespa opera em alta de 2,38% no pregão desta quinta-feira (1). No radar dos investidores, nesta manhã, o governo anunciou o corte de 2% para zero o IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras) sobre os investimentos externos em ações - tanto oferta primária (IPO) quanto no mercado secundário. 

O governo reduziu ainda o IOF sobre crédito ao consumidor e reduziu o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para os principais produtos da linha branca. Ainda na véspera, o Copom (Comitê de política Monetária) anunciou a já esperada redução da taxa selic em 0,50 ponto percentual, para 11% ao ano. 

Europa e EUA no radar
Na cena europeia, o rendimento dos títulos públicos de dez anos da Espanha e da França recuam 0,45 ponto percental e 0,2 p.p. respectivamente. O governo espanhol colocou € 3,5 bilhões de títulos, o objetivo máximo pretendido, com remuneração mais alta por conta do aumento das turbulências nos mercados europeus de dívida. Já o tesouro francês colocou a venda € 4,5 bilhões em títulos de cinco, 10, 15 e 30 anos dos quais € 4,346 bilhões foram arrematados.

Na agenda norte-americana, o número de pedidos de auxílio-desemprego reportados nos EUA na última semana veio pior do que as expectativas do mercado. 

BM&F Bovespa lidera ganhos no dia
Entre as ações com maior peso na bolsa, as ações da BM&F Bovespa (BVMV4, R$ 10,42, +5,47%) lideram os ganhos pelo Ibovespa, seguido de outras blue chips, entre elas Petrobras (PETR3, R$ 24,42, +1,24%, PETR4, R$ 22,39, +1,24%), Vale (VALE3,R$ 41,90, +0,60%VALE5, R$ 39,31, +0,72%), OGX (OGXP3, R$ 14,20, +1,72%), Bradesco (BBDC4, R$ 30,46, +2,80%) e Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 32,87, +3,11%). 

Multa da ANP e parceria da Petrobras
Entre as notícias em destaque, na quarta-feira (30), a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) anunciou uma multa de R$ 84,5 milhões à Petrobras por conta de irregularidades fiscais na exploração da plataforma P-50, na Bacia de Campos.

Mas a estatal nega a acusação da agência regulatória e está considerando saídas técnicas para alcançar as exigências por conta da suposta infração. A empresa afirma que já havia constatado a diferença no total de produção entre 2008 e 2009, e um processo administrativo foi instaurado para recalcular os dados.

Por fim, a petrolífera estendeu o prazo dado à venezuelana PDVSA para concluir suas atividades, em 60 dias. A prorrogação se deu porque a brasileira entende que sua parceira na Refinaria Abreu e Lima já vem tomando ações para alcançar garantias junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Vale agora sofre acusação do TCU
Enquanto isso, depois de perder no Tribunal Regional Federal da 2ª Região o processo que faria o IRPJ (Imposto de Renda sobre Pessoa Jurídica) e a CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido) incidirem também sobre seus lucros conquistados no exterior, a Vale agora sofre uma acusação do TCU (Tribunal de Contas da União).

De acordo com o órgão, a mineradora vem bloqueando uma área para exploração em Carajás, no Pará, desde 1974. O jornal Folha de S. Paulo diz que o principal método utilizado pela companhia é o de pedir licenças para avaliar a capacidade mineral do terreno, conseguindo renovações de três em três anos.

Light pretende aumentar investimento do Rio de Janeiro
Já a Light (LIGT3, R$ 27,50, +0,33%) pretende praticamente dobrar o investimento feito em comunidades carentes no Rio de Janeiro a partir do ano que vem. O foco serão aqueles locais que já contam com uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) – das 19 atuais, a empresa já conclui trabalho em ao menos nove.

Segundo informações da elétrica divulgadas pela imprensa, serão R$ 75 milhões aplicados nessa modalidade em 2012, para a construção de rede e instalação de infraestrutura nos bairros. Em 2010, foram R$ 40 milhões investidos e, em 2009, R$ 18 milhões.

Elevação do rating do Santander
Por fim, o banco Santander (SANB11, R$ 14,28, +2,66%) comunicou que a agência de classificadora de risco Standard & Poor s elevou o rating da companhia na escala global, de BBB- para BBB , com perspectiva estável.

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