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Bitcoin: as duas notícias que estão derrubando a criptomoeda nesta segunda-feira

Restrições na China e de bancos dos EUA fazem moeda digital registrar nova derrocada

Bitcoin
(Steve Heap)

SÃO PAULO - Em mais um dia de forte queda, o Bitcoin recuava 17% às 21h23 (horário de Brasília) desta segunda-feira (5), aos US$ 6.789, conforme cotação do Coindesk, com a moeda digital pressionada por notícias vindas dos reguladores chineses e restrições de três grandes bancos norte-americanos. Por aqui, a moeda segue o mesmo ritmo e recua 16%, aos R$ 22.885.

A primeira notícia vem mais uma vez da China. Segundo informações do jornal South China Morning Post desta segunda-feira, o governo chinês pretende bloquear o acesso das exchanges no país, como também de plataformas que negociam ICO (Initial Coin Offering), citando pessoas próximas do Banco Central da China.

“Para prevenir riscos financeiros, a China utilizará todas as medidas ao seu alcance para remover plataformas de troca de criptomoedas ou ICOs, estejam em seu território, ou não”, aponta a reportagem. Vale lembrar, que em setembro do ano passado o país baniu qualquer tipo de oferta de moeda, como pagamento ou transações envolvendo as criptomoedas.

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“Exchanges e ICOs não recuaram completamente mesmo após o anúncio oficial do banimento. Os riscos permaneceram, alimentados por emissão ilegal, e até mesmo fraude e venda através de esquema de pirâmide”, revela o jornal citando pessoas próximas ao BC chinês. Além disso, a China decidiu banir todos os anúncios sobre Bitcoin e outras criptomoedas, seguindo o exemplo do Facebook.

Pressão vinda dos EUA
A outra notícia negativa que está pressionando o Bitcoin vem dos EUA, com três grandes bancos proibindo que seus clientes comprem qualquer tipo de criptomoeda através dos cartões de crédito. São eles: JP Morgan, Bank of America e Citigroup, que afirmaram não querer se associar ao risco das transações.

No mesmo sentido, o Lloyds Banking, um dos maiores bancos da Inglaterra, afirmou no domingo (4) que também proibirá que seus clientes usem cartões de crédito para comprarem as moedas digitais. De acordo com um porta-voz do banco, a medida visa proteger os clientes contra a acumulação de grandes dívidas tendo em vista a forte oscilação dos ativos, principalmente neste começo de ano.

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