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Cimento Tupi teria contratado Rotschild para reestruturação de dívidas

Os US$185 milhões de bonds fora do país da Tupi desabaram 60% nesse ano

(SÃO PAULO) – A fabricante de cimento brasileira Cimento Tupi contratou o banco de investimento Rotschild para conselhos em uma possível reestruturação de débito, de acordo com três pessoas com conhecimento do assunto.

A companhia do Rio de Janeiro agora procura contratar conselheiros legais, de acordo com as pessoas, que pediram para não ser identificadas.

Os US$185 milhões de bonds fora do país da Tupi desabaram 60% nesse ano a 35 centavos de dólar conforme a indústria da construção foi prejudicada por acusações de que algumas construtoras pagaram subornos para executivos da estatal em troca de contratos. A Tupi não foi acusada de crimes.

César Lage, diretor financeiro da Tupi, não retornou ligações e e-mails pedindo por comentários sobre a contratação da Rotschild, a queda nos bonds ou se a companhia fará seus próximos pagamentos de taxas até 11 de maio. A assessoria de imprensa da empresa também não respondeu ligações. Daniel Yunger, assessor que representa a Rotschild, se recusou a comentar.

A Tupi possuía R$9,4 milhões em dinheiro e equivalentes em dezembro, de acordo com dados da companhia. A Fitch cortou a classificação da Tupi para CCC no dia 20 de março, citando os níveis baixos de dinheiro da companhia.

O caso da Tupi é emblemático dos danos colaterais causados pela investigação na Petrobras. Ele acontece em um momento em que a economia brasileira deve enfrentar sua maior contração em 25 anos.

As companhias de construção e engenharia Galvão Engenharia SA e OAS SA, bem como a Schahin Óleo e Gás, entraram com pedidos de proteção de falência após alegações cortarem seu acesso a financiamentos.

Traduzido por Paula Zogbi

Cimento
(Chris Ratcliffe/Bloomberg)

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