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Telefônica anuncia JCP de R$ 3 bilhões; banco vê ação como boa alternativa para proteção

Investidor deve ter o papel em sua carteira até 16 de setembro para garantir esse crédito

Dinheiro Lucro Feliz
(Shutterstock)

SÃO PAULO - A Telefônica (VIVT4) anunciou na noite da última quarta-feira (5) que irá distribuir R$ 2,8 bilhões sob a forma de JCP (Juros sobre Capital Próprio) aos seus acionistas, montante referente ao lucro líquido reportado no segundo trimestre deste ano. Como trata-se de um JCP, vale lembrar que há incidência de 15% de alíquota do IR (Imposto de Renda).

Para os detentores das ações ordinárias (VIVT3), o valor bruto desembolsado será de R$ 1,55501 por ação, o que equivale a um dividend yield (dividendo pago por ação dividido pela cotação do papel) de 4,2% frente ao último fechamento. Com relação aos papéis preferenciais, será pago R$ 1,71051 por ação, ou seja, um yield de 4,3% pela mesma base de comparação. 

O valor do provento será pago até o final do exercício social de 2019, informou a empresa, ao passo que para garantir o recebimento do mesmo o acionista deve ter o papel em sua custódia até o dia 16 de setembro, o que corresponde a "data com" do provento. Portanto, no dia 17 deste mês, as ações serão negociadas "ex-juros" na Bolsa.

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Levando em conta esse valor anunciado e os próximos pagamentos, os analistas do BTG Pactual esperam um retorno para o acionista de 10,2% ao longo do ano, sendo, portanto, uma boa opção de proteção em tempos de turbulência, apontam, já que a empresa também está negociando com múltiplos atrativos, ou seja, está barata na visão do BTG.

"Data ex" e "data com"

O termo "data ex" refere-se ao dia em que ocorrerão os ajustes nas ações na bolsa e a primeira sessão em que elas não garantirão mais ao investidor a remuneração pelo provento anunciado. Quem terminar o pregão anterior ("data com") com os papéis em carteira terá direito ao provento, normalmente pago alguns dias ou meses após o ajuste.

Sempre que um dividendo ou juro sobre capital próprio é pago, a ação sofre um "ajuste" para baixo na data ex, que corresponde a essa "transferência de capital", que passa do patrimônio da empresa para o bolso do acionista. Por isso, o ajuste de proventos não significa que o investidor "ganhou" ou "perdeu" dinheiro com a ação, apenas que esse capital passou de um lado para o outro.

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