Em telebras

Medidas contra espionagem dos EUA fazem ação da Telebras subir 11%

Dilma Rousseff assinou um decreto nesta terça-feira (5) instituindo o serviço "Expresso", tornando obrigatório o uso do e-mail criptografado por parte dos órgãos da administração pública federa

Dilma e Obama em São Petersburgo - G20
(Grigory Dukor/Reuters)

SÃO PAULO - Dilma Rousseff assinou um decreto nesta terça-feira (5) instituindo o serviço "Expresso", tornando obrigatório o uso do e-mail criptografado por parte dos órgãos da administração pública federal, colaborando para que a ação da Telebras (TELB4) tivesse forte alta neste pregão. Por volta das 14h00 (horário de Brasília), as ações da estatal sobem 10,95%, aos R$ 3,04 - com um volume muito mais forte do normal. 

Com a nova medida, as mensagens deverão ficar protegidas de possíveis espionagens de outros países - sobretudo dos Estados Unidos, que foram pegos em um escândalo de espionagem recentemente. Isso ajuda a Telebras, por expectativas de novos investimentos e maiores receitas advindas do governo federal, principalmente pela rede privativa que a estatal tem criado, a ser utilizada pelo Estado. 

Desde que foi reativada - no final do governo Lula -, a Telebras existe com duas expectativas principais: a execução do PNBL (Plano Nacional de Banda Larga), que posteriormente ficou a encargo das empresas de telecomunicação nacionais, e para a construção da rede privativa do governo - que ganhou um pouco de força após o escândalo envolvendo o governo dos Estados Unidos. 

A ação mais especulativa do mundo?
É válido destacar que as ações ainda possuem um grande caráter especulativo pelo seu passado na bolsa. A Telebras já foi a empresa mais popular da BM&FBovespa, chegando a representar cerca de 50% do Ibovespa, mas com a privatização, foi fatiada em diversas empresas e acabou sendo sucateada. 

Com isso, as ações sofreram. De 1998 - ano da privatização - até 2003, as ações caíram dos R$ 4,09 para R$ 0,07, uma queda de quase 99%. Desde então, os papéis chegaram a subir 40.000%, batendo os R$ 30,00 - no final do governo Lula. A alegria durou pouco e ação voltou a região dos R$ 3,00, no aguardo de alguma definição do futuro da empresa. 

 

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