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Petrobras (PETR4): uma boa ação para comprar, mesmo com eleições e sem privatização

Paolo Di Sora, sócio-fundador e CIO da RPS, e André Lion, sócio, CIO e gestor de ações da Ibiuna, falaram sobre o assunto no episódio 146 do Stock Pickers

Por  Equipe Stock Pickers

No dia 11 de maio, o presidente Jair Bolsonaro (PL) alterou o comando do Ministério de Minas e Energia, substituindo Bento Albuquerque por Adolfo Sachsida. Um dia após assumir a pasta, Sachsida foi à sede do Ministério da Economia, em Brasília, e entregou ao ministro Paulo Guedes um pedido para serem feitos estudos para a privatização da Petrobras (PETR3;PETR4).

Na esteira da recente aprovação da capitalização da Eletrobras (ELET3;ELET6), especialistas do mercado acreditam que a desestatização da Petrobras é uma realidade em caso de reeleição de Bolsonaro. “A Petrobras tem zero da privatização precificada e se o Bolsonaro ganha e privatiza, a ação explode”, afirmou André Lion, sócio, CIO e gestor de ações da Ibiuna Investimentos, no episódio 146 do Stock Pickers.

Paolo Di Sora, sócio-fundador e CIO da RPS Capital, também concorda com essa visão. Segundo ele, o risco-retorno da estatal está muito atraente e uma possível privatização com a vitória e Bolsonaro é realidade. “Há um upside desproporcional se a privatização acontecer”, disse Sora no episódio 146 do Stock Pickers.

Apesar disso, ambos os especialistas ressaltam que a Petrobras continua muito atrativa em casa de uma vitória do ex-presidente Lula (PT). Para eles, mesmo sem a privatização, a estatal está muito descontada, paga bons dividendos e está mais protegida de intervenções, mesmo com as diversas trocas em seu comando.

“Hoje me parece ‘no brainer’ comprar Petrobras, tanto que é uma das nossas maiores posições”, diz Lion, da Ibiuna. “É um momento de oportunidade incrível para comprar Petrobras”, concorda Sora, da RPS.

Para eles, a estatal não está tão atrelada a cotação do petróleo, como as outras empresas menores do setor na Bolsa brasileira. Então, mesmo que a commodity caia no longo prazo, a empresa deve continuar performando bem, o que não é o caso de PetroRio (PRIO3), 3R Petroleum (RRRP3) e PetroRoncavo (RECV3). “Nas juniores temos uma visão mais cautelosa. Então, temos posições pequenas e com targets de preço bem definidos”, afirma o CIO da Ibiuna Investimentos.

“A tendência é o petróleo baixar no longo prazo e elas ainda têm risco de execução. Então, o desconto de valuation delas é muito grande. Mas temos um pouco de PetroRoncavo, pois no relativo os riscos dela são menores”, pontua o sócio-fundador e CIO da RPS Capital.

Estratégias dos fundos

Além da exposição em Petrobras, Sora contou no Stock Pickers que a RPS possui short em Tesla (TSLA34) e nos setores de housing e semi-condutores dos EUA, via índices. Para ele, a capacidade de pagar hipoteca por lá está muito apertada e o setor de tecnologia pode sofrer muito com uma possível recessão da maior economia do mundo. “O cenário pode ficar muito complicado nos próximos 24 meses”, afirmou o CIO no episódio 146.

Além disso, Sora ressaltou que a RPS possui uma posição em Sabesp (SBSP3). Para ele, uma possível eleição de Tarcísio Freitas (Republicanos) no estado de São Paulo pode impulsionar o ativo. “A Sabesp não tem nada no preço da privatização e se o Tarcísio for eleito tem chance de privatização. É um tiro longo, mas o estado é muito conservador e acredito que ele tem chance de ganhar força”, ressaltou ele.

Na Ibiuna, Lion conta que possui também posições em Vale (VALE3), Gerdau (GGBR4), Omega Energia (MEGA3), Auren Energia (AURE3) e Itaú (ITUB4). “Tem ativos baratos com muito upside na bolsa, mas essa coisa que está tudo barato como nós nunca vimos, tem que tomar cuidado”, afirma o CIO e gestor de ações.

Para mais detalhes sobre a visão do CIOs e as estratégias da RPS Capital e da Ibiuna Investimentos, confira o episódio 146 do Stock Pickers.

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