Stock Picking

Guia de salários: analista de ações começa ganhando 11 mil reais

Brasil tem apenas 959 analistas, segundo dados da Apimec. Nos Estados Unidos, são mais de 200 mil.

Time de analistas junto a gráficos, profissionais do mercado financeiro, brokers
(gorodenkoff/GettyImages)

Recordes de IPOs, recordes de investidores, cotações recordes. Quando muita gente começa a se movimentar em direção à bolsa, do outro lado do balcão a movimentação de analistas de ações em casas de pesquisa, de fusões e aquisições, em gestoras, em bancos de investimentos, é diretamente proporcional. O consumo de informação explode. Todos querem saber qual a melhor ação para investir.

Não à toa que o salário de analistas novatos na profissão gira hoje em torno de R$11 mil, de acordo com o guia salarial 2021 da consultoria Robert Half. Um analista research iniciante ganha até mais, em torno de R$ 13.580 chegando a R$27.750 para analistas mais experientes.

“E mesmo com uma bela remuneração, este profissional está em falta”, diz Thiago Salomão, analista da RICO e criador do podcast Stock Pickers. Ele está lançando um curso para profissionais que querem entrar neste mercado. A série “Analista Stock Picker – O Profissional da Nova Década” oferece treinamento gratuito de 4 aulas com direito a certificado e material para download. Clique aqui para se inscrever.

Salomão também é coordenador acadêmico do MBA de Ações que forma futuros analistas e gestores, e comenta: “Hoje existem apenas 959 analistas de investimentos credenciados no Brasil, segundo dados da Apimec. Nos Estados Unidos, são mais de 200 mil”.

Habilidades de um analista de ações

Apesar da pouca idade, 24 anos, Marcella Ungaretti, já foi analista das áreas de mineração, siderurgia, papel e celulose, alimentos, bebidas e subiu um degrau ao se tornar no ano passado analista ESG da XP. E ela tem dicas valiosas. A parte técnica é fundamental. É preciso saber valuation, excel, ler tudo sobre o setor, fazer modelos.

Leia também: Como mudar de profissão e se tornar um analista de ações

Marcella alerta que boa parte de ser analista é saber se comunicar. “E não é só falar, é também se comunicar num relatório, ser sucinto, saber transmitir a mensagem principal, saber perguntar numa teleconferência com analistas”, diz. “Eu diria que é 70% a parte técnica e 30% comunicação”.

Ser analista também requer uma boa dose de relacionamentos. Ir aos eventos da empresa que é analisada, mesmo que virtuais por conta da pandemia, trocar ideias com outros analistas, visitar instituições de governo, órgãos reguladores, é parte do trabalho.

Ao virar analista de ESG, Marcella conta que ficou ainda mais clara a importância de um trabalho em conjunto, já que o trabalho dela, que envolve analisar a parte social, ambiental e de governança das empresas, é complementar à análise dos números.

Para entrar neste mundo, no entanto, a parte técnica é uma condição. Na própria XP, Bianca Grossi, da área de Recursos Humanos, conta que uma das etapas de recrutamento é um teste que analisa os conhecimentos do candidato em finanças corporativas. Também é aplicado um teste de lógica. Para ser um analista, inglês é uma condição para a maioria das vagas porque o cargo exige o contato com clientes no exterior.

A XP, assim como diversas instituições financeiras, também tem uma política de cargos e salários em que privilegia o bônus. O salário fixo pode até ser mais baixo, mas os bônus são semestrais.

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